Dentro do setor elétrico podemos enumerar uma série de riscos. O trabalho em altura entra nas relações de acidentes nesta área. Os mais comuns correspondem às lesões, como fraturas em regiões da coluna torácica e lombar e região de junção tóraco-lombar ocasionadas pela altura da queda.

Algumas estruturas do setor elétrico exigem que os trabalhadores desempenhem muitas atividades no alto. As alturas das atividades do setor podem variar conforme as estruturas ou segmento: distribuição (4ms de altura/ padrão de entrada a consumidores); (15ms de altura/ Postes de Rua); (40 metros/Transmissão de Torres); (120 metros/ Torres Eólicas), dentre outros segmentos e estruturas.

É necessário rigor e disciplina. Qualquer passo errado pode se tornar o caminho certo para acidentes fatais. Investimentos em treinamentos, equipamentos para essas atividades e aplicação da Norma Regulamentora NR35 e NR10 se faz necessário.“Ainda predomina o conceito do uso de EPI (equipamento de proteção individual) como medida de controle intrínseca de proteção contra quedas e, dessa forma, EPI’s com novas tecnologias têm surgido. Muitas empresas já têm como premissa a adoção de medidas de engenharia como controle e assim, buscam soluções na fase de projeto das instalações a fim de evitar o risco de queda”, explicou o Engenheiro Aguinaldo Bizzo de Almeida, do Desenvolvimento, Planejamento e Segurança do Trabalho (DPST).

Entre alguns exemplos de equipamentos, pode-se destacar o cinto de segurança tipo paraquedista; o talabarte de posicionamento regulável; o dispositivo trava-quedas; a linha de vida e dispositivos de fixação da linha de vida na estrutura, absorvedor de energia, escada extensível ou armação (pé-de-ferro). É essencial que toda a movimentação do trabalhador durante a execução das tarefas seja realizada com um ponto de conexão. É importante que todos os trabalhadores da função passem por exames específicos, como o ASO – Atestado de Saúde Ocupacional, além de serem treinados e devidamente orientados sobre todas as situações de riscos.