Cada tipo de vacina que está liberada ou em testes para a covid-19 necessita de um tipo de refrigeração para manter-se intacta e ideal para a imunização da população.

Essa é uma característica essencial para manter a saúde e a garantia de sucesso da prevenção “imunobiológica”.

As características dos equipamentos dependem da temperatura a ser mantida para a conservação de cada vacina.

Em outras palavras, algumas precisam de câmaras refrigeradas, outras de congeladores utilizados para o armazenamento em caso de vacinas em temperatura negativa, além de placas eutéticas, que são constituídas por duas chapas de aço inoxidável soldadas entre si mediante rolo por resistência.

No interior da placa é colocada uma serpentina de aço que funciona como evaporador do circuito frigorífico e permite o congelamento da solução eutética.

Além disso há vacinas que precisam de câmaras frigoríficas positivas (de 2 ºC a 8 ºC) e negativas (de -25 ºC a -15 ºC) – equipamentos de infraestrutura utilizados nas instâncias que armazenam maiores quantidades de imunobiológicos e por períodos mais prolongados.

E condicionadores de ar e equipamentos de infraestrutura para climatização de ambientes. Até grupo gerador de energia aplicado às situações emergenciais para suprimento de energia elétrica.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda, ainda, a utilização de instrumentos que coletam continuamente as temperaturas máximas e mínimas registradas nos equipamentos durante determinado período (registro da temperatura ao longo de todo o processo).

As principais diferenças no projeto do equipamento de refrigeração em função do diferencial de pressão – taxa de compressão – e temperatura do ambiente são:

  1. ar-condicionado: de +20 ºC a +30 ºC e process
  2. os industriais de +10 ºC a +30 ºC;
  3. resfriados: -10 ºC a +10 ºC;
  4. congelados: -35 ºC a -10 ºC;
  5. refrigeração industrial: -70 ºC a -30 ºC;
  6. temperatura ultrabaixa: -100 ºC a -50 ºC;
  7. criogenia: abaixo de -100 ºC.

Das vacinas para a covid-19, a que mais necessita de temperatura baixa é a da Pfizer e Biontech, dos Estados Unidos e Alemanha, com um armazenamento de -70 ºC. Todas as outras variam entre +5 ºC e -20 ºC.

A má refrigeração das vacinas acarreta enorme risco de tornar as substâncias inativas e, consequentemente, sem efeitos.

É importante salientar, ainda, que a refrigeração inicial será feita no laboratório de produção em condições controladas de tempo e temperatura, para as diferentes etapas de armazenagem, transporte, distribuição e consumo da cadeia do frio.

Os medicamentos termolábeis exigem cuidado redobrado com o monitoramento da temperatura ao longo de todo o processo.

Deve seguir uma série de normas e regras de boas práticas para garantir a integridade física dos materiais e as características farmacológicas desses produtos, mantendo sua eficácia.

Os cuidados necessários na hora de refrigerar a vacina, basicamente, são o correto isolamento térmico, o conhecimento do tempo de manutenção da temperatura em cada uma das etapas do processo, confirmado pelo registro da temperatura ao longo do tempo, e a embalagem não danificada.

É importante considerar que, com temperaturas muito baixas, como entre -20 ºC e -70 ºC, o efeito da umidade do ar irá se depositar nas aletas do evaporador, obrigando a sucessivos ciclos de degelo.