O secretário Estadual da Educação Rossieli Soares homologou a deliberação do Conselho Estadual da Educação sobre o retorno das aulas presenciais no Estado de São Paulo. As orientações, publicadas na edição do Diário Oficial, valem para as unidades da rede estadual e privada.

As orientações também valem para as escolas da rede municipal, caso não haja conselho municipal de educação.

A volta às aulas em fevereiro traz ansiedade e insegurança aos pais em levar seus filhos à escola até que todos sejam vacinados, mesmo agora com a chegada da vacina no Brasil.

As crianças não têm maturidade emocional e comportamental para manterem o isolamento quando estão nos seus meios sociais, principalmente na educação infantil, fundamental e ensino médio.

A carga horária mínima anual obrigatória será de 800 horas para o ensino fundamental e médio, sendo no mínimo 1/3 dessas horas realizadas de forma presencial. As demais horas podem ser cumpridas remotamente, mediadas ou não por tecnologia.

Para que os pais fiquem seguros, a escola deverá garantir que nenhuma criança resfriada entre na escola além das crianças com febre. A não utilização de bebedouros, a não aglomeração nos intervalos e recreio, as janelas sempre abertas, ar-condicionado central desligado pelo alto índice provável de bactérias.

O não compartilhamento de materiais individuais, famílias das crianças que não tenham casos de Covi19. A utilização das máscaras nas condições adequadas, a higienização dos sapatos, dos banheiros, das maçanetas, das mesas e cadeiras.

Mais importante que a volta é assegurar que não ocorra evasão escolar, e para isto são ìmportantes as negociações e recursos disponíveis como: acolhimento às dificuldades, aproximação, as crianças estão recebendo conteúdos, mas não estão retendo na mesma ordem, rever a quantidade de informação.

E monitorar a aprendizagem continuamente é muito importante, mais do que cumprir ementas. Ao retornar, cada professor teria que fazer uma checagem desta retenção e resgatá-la, antes de seguir, para não gerar lacunas nesta jornada.

Neste momento as famílias desejam sentir que podem seguir com o mínimo e não com o máximo, pois o maior propósito é a garantia à vida e à sobrevivência básica. Garantir a vida escolar dos filhos em negociações, escuta empática, acolhimento, entendimento, monitoramento e respeito.

Estes são fatores imprescindíveis para esta jornada e para a formação de relações de segurança entre escola e família. As escolas deveriam perguntar, ouvir, se colocar no lugar das famílias para tomarem decisões, e não tomar decisões unilaterais.

Se as partes estão envolvidas devem ser consultadas, inclusive formar um comitê de risco com a participação dos pais.

Os papéis devem ser respeitados e preservados, e o propósito maior deve ser assegurado: garantia à vida e retenção dos alunos na escola, este é o presente. Readequação de caminho, ementas e conteúdo será o futuro. Para se chegar ao amanhã precisamos passar pelo hoje.