Uma definição clássica de sistema de gestão assim se apresenta: um conjunto de elementos inter-relacionados utilizados para estabelecer, executar e alcançar políticas e objetivos de diversas ordens, a partir de atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos.

As condições presentes podem ou não afetar a segurança e a saúde de funcionários ou de outros trabalhadores temporários ou terceirizados que trabalham no processo produtivo, bem como de visitantes ou qualquer outra pessoa no local de trabalho.

Um dos principais fatores que influenciam a segurança são o desempenho da organização, o tamanho da companhia, a gestão e o compromisso dos funcionários quanto à segurança.

Outra definição afirma que um Sistema de Gestão em Segurança e Saúde do Trabalho – SGSST pode ser definido como parte do sistema de gestão maior de uma organização utilizada para desenvolver e implantar sua política e gerenciar seus riscos frente ao seu maior bem, a vida de seus colaboradores.

Inicialmente, as motivações que levavam as empresas a adotarem SGSSTs deviam-se, principalmente, a fatores como melhoria contínua, melhoria na imagem, aumento da competitividade, chance de reduzir os custos com gestão, novas oportunidades de mercado, produtividade mais alta e melhorias nos produtos.

Podemos citar: “A implantação de SGSSTs tem sido a principal estratégia das empresas para minimizar o sério problema social e econômico dos acidentes e das doenças relacionadas ao trabalho, sendo, ainda, um importante fator para o aumento de sua competitividade.”

O princípio básico de um SGSST, baseado em aspectos normativos, envolve a necessidade de se determinarem parâmetros de avaliação que incorporem não só os aspectos operacionais, mas também a política, o gerenciamento e o comprometimento da alta direção com o processo, bem como a mudança e a melhoria contínua das condições de segurança e saúde no trabalho Uma norma que muito colaborou para este quadro foi a BS 8800, que numa segunda fase e formulada por um grupo de entidades internacionais desenvolveram a OHSAS 18001  em resposta às necessidades das empresas em gerenciar suas obrigações de SST de maneira mais eficiente.

No momento as organizações estão enfrentando um ambiente repleto de mudanças e complexidades que interferem profundamente no desempenho da produção, no ciclo de vida dos produtos e na velocidade de modernização de produtos e processos (KOUFTEROS; VONDEREMBSE; DOLL, 2002); se isto já era uma realidade em 2002 imagina nos dias atuais e com nossa politica que a todo o momento altera as NR’s e a nova proposta do PGR e GRO…

Mas também e necessário vermos os mercados internacionais que aumentam sua competitividade entre as empresas, o que as tem conduzido a se empenharem em projetos que possam aumentar suas chances de sobrevivência, tal como o desenvolvimento de sistemas de gestão normatizados.

Enfim para sermos verdadeiramente competitivos precisamos alcançar excelência na Gestão em Segurança do Trabalho, desenvolvermos mecanismos operacionais com alta inovação tecnológicas.

Diante do quadro mundial e sobretudo social que se desponta no mundo torna-se uma questão de sobrevivência sermos de alta competividade, extrairmos bons resultados, e sobretudo proteger a vida do trabalhador.

Nesta pauta a Gestão em Segurança do Trabalho tem papel de destaque na proteção à vida do trabalhador. Demais fatores podem e devem ser compartilhados a outras ferramentas transdisciplinares e convergentes às boas práticas operacionais, considerando que segurança não deve somente ser avaliada por meio de dashboard, mas sim se tornar parte da cultura da organização pelo engajamento e comprometimento de todos.