A pandemia global mudou a maneira como trabalhamos.

O mundo rapidamente teve que se adaptar à nova realidade e aderir a inúmeras mudanças; empresas tiveram que começar a adotar o regime home office para preservar a saúde de seus colaboradores e, indispensavelmente, precisaram se fazer ainda mais presentes no mundo digital.

Restaurantes, bares e outros tipos de negócios aderiram ao delivery e muitas outras mudanças ocorreram neste tempo.

O que muitos não sabem é que, mesmo antes da pandemia, o home office já era tendência, porém, pouco se falava desta modalidade de trabalho.

Talvez por isso o impacto tenha sido grande para muitos profissionais que não conseguiram se adequar à nova realidade de trabalho.

Contudo, uma coisa é fato, a nova modalidade de trabalho nos permitiu passar mais tempo com a família, estarmos mais presentes nas atividades do lar e, principalmente, nos proporcionou conforto.

Em contrapartida, milhares de pessoas perderam seus empregos, pois dependiam diretamente de contato com o público e, infelizmente, muitas destas pessoas seguem desempregadas ou tentaram transição de carreira para não permanecer sem trabalho.

Por sua vez, apesar do grande número de desempregados e de empresas que fecharam as portas, muitas outras oportunidades surgiram.

Muitas pessoas se reinventaram e novos empreendedores surgiram durante esse longo período de pandemia que estamos enfrentando.

Segundo dados da Receita Federal, até a segunda quinzena de dezembro de 2020, cerca de 11,2 milhões de CNPJs estavam registrados neste regime no órgão.

Ainda de acordo com a instituição, esse número é 20% maior que o mesmo período de 2019, quando se registrava 9,4 milhões de MEIs.

Não restam dúvidas de que a pandemia afetou diversas áreas de economia; muitas empresas fecharam, porém, em contrapartida, o número de empreendedores cresceu.

E esses empreendedores são pais e mães de família que tiveram que se reinventar e decidiram empreender para levar renda para dentro de casa.

Bolos, salgados, artesanato, lanches, serviços de papelaria e tantos outros serviços e produtos foram criados e têm sido a fonte de renda de muitas famílias.

O bom é ver que, para a maioria desses empreendedores, a realidade superou as expectativas. Isso mostra a forma de ser do povo brasileiro, que não se dá por vencido.

Para quem não empreendeu e se mantém desempregado é tempo de buscar investir em conhecimento para agregar valor ao seu currículo e intelecto, prestar atenção nos mercados que estão em alta e nas expectativas para o mercado de trabalho pós-pandemia; afinal esses dias difíceis logo passarão.