Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estática – IBGE, em conjunto com o Ministério da Saúde, revelou que o percentual de pessoas obesas em idade adulta no país dobrou entre os anos de 2003 e 2019, passando de 12,2% para 26,8%. Neste mesmo período, a população adulta com excesso de peso passou de 43,3% para 61,7%. Os dados são alarmantes, é essencial que as pessoas comecem a se conscientizar e adotem hábitos mais saudáveis.

Um dos fatores que também contribui para a obesidade, em alguns casos, é a fome emocional. A fome emocional é aquela necessidade que a pessoa sente de comer, principalmente carboidratos e doces, para aliviar sentimentos de estresse e ansiedade. Aquele hábito conhecido como “descontar na comida” as tensões do dia a dia.

Saber diferenciar a fome física da fome emocional é essencial para aprender a lidar com o problema. Existem alguns pontos que nos ajudam a entender se estamos de fato com fome ou apenas com vontade de comer. Por exemplo, a fome emocional pede alimentos específicos, já a fome física está aberta a opções saudáveis. O comer emocional desencadeia sentimentos de culpa, impotência e vergonha, já comer para nutrir o corpo não faz você se sentir mal sobre si mesmo.

Este momento de isolamento social que estamos enfrentando é propício para desencadear a fome emocional, por isso é preciso criar uma estratégia para lidar com a alimentação. Para melhorar nossa relação com a comida precisamos de um plano de ação que envolva ajuda especializada, atividade física, plano alimentar, atividades de lazer não relacionadas ao comer, e dependo do caso, medicação. O primeiro passo de todo este processo é a aceitação, seguida da procura de ajuda especializada.