Destacada pela pesquisa Possibilidades Para Moda Circular no Brasil, encomendada pela Modefica, Regenerate Fashion e o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, 97% das pessoas acredita que a moda e o vestuário têm relação com as alterações climáticas e impactos sobre o meio ambiente.

Para 47,1% dos entrevistados, sustentabilidade é muito importante na decisão de compra e 38,4% afirmam que pagariam até 30% a mais por produtos com responsabilidade socioambiental.

Por isso, uma das novas saídas encontradas pelo mercado da moda-praia é a estampa digital, capaz de reduzir em até 95% o consumo de água, quando comparado ao método de estampar tradicional, além de diminuir o consumo de energia e o descarte dos resíduos de tintas coloridas – diferenciais extremamente importantes para reverter alguns dados.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em 2019, a indústria da moda foi o segundo setor da economia que mais consumiu água e produziu cerca de 20% das águas residuais do mundo.

Pensando nisso e em meios de fazer diferente, o empresário Aluízio Nogueira investiu no conceito mais sustentável para criar a própria marca de biquínis.

“O tecido de linha praia demora de 70 a 100 anos para se degradar no meio ambiente, por isso optamos por soluções de produção que diminuíssem o impacto ao meio ambiente”, argumenta Aluízio.

Os tecidos usados na coleção possuem proteção contra raios ultravioletas, tratamento antibacteriano, que inibe a proliferação de fungos e bactérias que causam odores desagradáveis, e resistência ao cloro e a água do mar.

“Com o uso desta tecnologia conseguimos oferecer um produto com muito mais qualidade para o consumidor”, explica o empresário.

Outra iniciativa da marca é a doação dos retalhos dos tecidos para Organizações não Governamentais (ONGS) e grupos sociais, que utilizam o material na produção de tapetes, pulseiras e prendedores de cabelo.

“O material é reaproveitado, gerando emprego e renda”, destaca Aluízio.