A PlantVerd finalizou o processo de reflorestamento da Nova Tamoios, no trecho que liga a região do Vale do Paraíba ao Litoral Norte.

Ao todo, foram aproximadamente 430,21 hectares de plantios de vegetação nativa da Mata Atlântica, além do combate e manejo de 124 hectares de espécies exóticas, um dos maiores projetos de restauração florestal para recuperação de áreas degradadas já feitas no estado de São Paulo.

O empreendimento é dividido em dois lotes: o Lote 1 foi realizado dentro da delimitação do Núcleo Santa Virgínia do Parque Estadual da Serra do Mar no município de São Luis do Paratinga iniciou em novembro de 2017 e termina em maio de 2021.

O Lote 2 tem atividades em Paraibuna, Caraguatatuba e São Sebastião em diversas áreas iniciou em agosto de 2017 e termina em janeiro de 2021. O valor do contrato dos dois lotes juntos foi de R$16.849.990,74.

Entre as principais espécies plantadas está o pau-marfim (Balfourodendron riedelianum), o jequitibá-rosa (Cariniana legalis), o cambuci (Campomanesia phaea), o ipê-felpuldo, (Zeyheria tuberculosa), entre outras.

A rodovia tem importância estratégica para o estado, uma vez que liga um dos principais parques industriais do estado e do país ao litoral.

Segundo Antonio Borges, diretor executivo da PlantVerd Serviços Florestais, a empresa conseguiu recompor e compensar a supressão de árvores nativas que foi necessária para realizar a obra da rodovia Nova Tamoios.

“O plantio compensatório da Nova Tamoios visa acelerar o processo de sucessão natural e proteger rapidamente o solo contra a erosão principalmente no trecho de Planalto e Serra do Mar, além dos serviços ambientais, especialmente na proteção de cursos d’água”, estabilidade climática, aumento da biodiversidade e combate à desertificação”.

Sucesso ambiental

A região recuperada pertence ao domínio da floresta atlântica, considerada zona de alta prioridade de restauração com rica biodiversidade e alto sequestro de carbono.

Para Borges, a finalização do reflorestamento alinha infraestrutura e mobilidade do tráfego com a sustentabilidade ambiental.

“O processo de recuperação ambiental é complexo, requerendo tempo, recursos, tecnologia e conhecimento dos fatores relacionados à área da Nova Tamoios, como as características do solo, da água, da fauna e da flora”.

Um dos indicativos de sucesso foi o aumento da diversidade, riqueza de espécies e densidade de regenerantes.

O executivo acrescenta ainda que diversos animais foram avistados novamente na região como a Anta – considerada a jardineira da floresta -, várias espécies de serpente, bicho-preguiça, porco-do-mato, aves, cotia, entre espécies dispersoras de sementes.

Nesse caso, a presença da fauna no processo de restauração é fundamental, uma vez que animais são responsáveis por boa parte da dispersão de novas sementes.

“Em florestas tropicais, mais de 80% das espécies têm suas sementes dispersas por animais. A presença dessas espécies na área recuperada é a garantida de uma mata mais densa e biodiversa e prospera”, avalia.