Sentir sono, mesmo depois de uma noite bem dormida, não conseguir assistir a um filme sem adormecer ou passar o dia inteiro sonolento pode ser sinal de um distúrbio chamado narcolepsia.

Estima-se que, cerca de 3 milhões de pessoas no mundo todo sofram desse mal, sendo 90 mil casos registrados no Brasil, e ainda assim é considerada um distúrbio raro.

A maioria dos estudos aponta prevalência inferior a 65 casos a cada 100 mil habitantes.

Outros estudos mostram que, cerca de 57% das pessoas também apresentam depressão, e em 53% algum transtorno de ansiedade, ou seja, estes conjuntos de sintomas trazem um impacto negativo em vários aspectos.

A narcolepsia é uma condição crônica neurológica e acontece quando o cérebro tem uma queda na produção de hipocretina, substância responsável por nos manter acordados e em estado de alerta.

Durante o dia, a pessoa que sofre deste distúrbio tem ataques de sono repentinos, seja no meio de uma conversa, em pé no ônibus, no trabalho ou até mesmo dirigindo.
Ela entra em sono pesado, antes mesmo de passar pelas etapas mais leves.

Esse distúrbio acomete mais pessoas jovens, por volta de 15 anos ou por volta dos 35, tanto em homens quanto em mulheres.

Um alerta para os sintomas da narcolepsia:

  • Sonolência diurna;
  • Sono noturno fragmentado;
  • Fraqueza muscular ou a perda de controle muscular;
  • Alucinações;
  • Paralisia do sono.⠀

A narcolepsia não tem cura, mas há tratamentos que podem ajudar o controle do sono, combinados a uma alimentação saudável e à prática de atividades físicas.

Um fator muito importante é o apoio de família, amigos e companheiros, pois não se trata de preguiça mas, sim, de uma condição neurológica.