De acordo com instruções da Fundacentro, a norma regulamentadora NR 32 obriga os serviços de saúde a adequarem os ambientes de trabalho e a fornecerem todos os materiais e EPIs necessários, a fim de assegurar a proteção dos trabalhadores, bem como também obriga a capacitação contínua dos profissionais para que haja uma prevenção e a adoção de medidas de proteção e controle apropriados. Exige, ainda, que os serviços de saúde elaborem e implantem diferentes procedimentos para controlar o ambiente de trabalho e para prevenir e acompanhar doenças que possam surgir nesses trabalhadores.

A Norma Regulamentadora 32, voltada para a segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde é uma aliada à prevenção do novo coronavírus entre os profissionais do setor. As orientações abrangem higienização, vestimentas, EPIs – Equipamentos de Proteção Individual – e capacitação.

A ênfase na prevenção de contaminação por Covid-19 é a lavagem das mãos, feita frequentemente, e também antes e depois do uso de luvas. A disponibilização de pias em locais específicos também é obrigatória, bem como as atitudes mais apropriadas dos profissionais de saúde.

Quando expostos a agentes biológicos, os profissionais devem usar vestimentas de trabalho adequadas e confortáveis. Os EPIs e aventais descartáveis são de uso exclusivo para essa atividade de trabalho. Os trabalhadores de saúde não devem sair para outros locais usando esses materiais.

É importante saber que feridas ou lesões em membros superiores exigem avaliação médica prévia para liberação para o trabalho e que, em casos de contaminação por coronavírus de profissionais nessas condições, a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) deve ser emitida. A assistência de casos suspeitos ou confirmados exige procedimentos imediatos. O Ministério da Saúde orienta sobre proteção adequada sob a Nota Técnica Nº 04/2020 da Anvisa. A eficiência de medidas de proteção individual são maiores se associadas a medidas de organização do trabalho; exemplos: a precoce identificação e o manejo dos casos suspeitos.

Ao serem identificados, deverão ser atendidos por profissionais com gorro; óculos de proteção  ou protetor facial; máscara cirúrgica; avental impermeável de mangas compridas; e luvas de procedimento. Existindo riscos de formação de aerossóis, procedimentos como intubação, indução de tosse, broncoscopias, algumas intervenções e exames dentários, coleta invasiva de amostras de material biológico ou autópsia em cadáveres, deve-se utilizar protetor respiratório N95 ou PFF2.

Pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19 necessitam de ambiente isolado e exclusivo, bem ventilado e com acesso a máscaras cirúrgicas, lenços descartáveis para tossir e espirrar e pias para lavagem das mãos ou dispensadores com preparações alcoólicas em gel ou líquidas. A Telemedicina é um recurso útil, que diminui o contato físico dos casos suspeitos de contaminação, reduzindo as transmissões do vírus a pacientes e profissionais. Como os vírus são transmitidos por gotículas respiratórias, contatos próximos, em um raio de cerca de 1 metro, expõem a grandes riscos de contaminação pela mucosa dos olhos, nariz e boca, com rápida penetração e multiplicação de células no organismo das pessoas.

A Portaria Nº 467, de 20 de março de 2020, autoriza esse tipo de procedimento. Entretanto, para casos leves da infecção, a recomendação é a adoção do isolamento domiciliar por 15 dias, a se contar do inicio dos sintomas. O próprio profissional pode disseminar a epidemia, atingindo familiares e pacientes, em um fenômeno conhecido como ‘exposição paraocupacional’.

Outros agravantes que também muito preocupam: o coronavírus pode se incubar nos indivíduos por até 7 dias (mas podendo chegar a até 14 dias), sem a percepção dos sintomas de infecção, mas já podendo transmitir a Covid-19, o que leva a crer que possam haver muitos contaminados assintomáticos e transmitindo o vírus.

Estima-se ainda que o coronavírus sobreviva fora do organismo por até 9 dias, dependendo do tipo de superfície; assim, estas também exigem limpeza constante. Infelizmente, devemos reconhecer que os serviços de saúde são, inevitavelmente, focos de disseminação da doença e que, portanto, deve-se optar por consultas virtuais, ou por não se consultar, a fim de não sobrecarregar estes serviços e como forma de proteger seus profissionais e os próprios pacientes, que, estando com outra doença respiratória, poderão acabar adquirindo a Covid-19.