Celular sempre à mão, 100% do tempo conectado com o mundo, exposição diária e sem controle. Esse parece ser o novo formato de vida do século XXI, em que a transformação digital está impactando a maneira de viver do ser humano. Com a pandemia, ele toma uma proporção ainda maior. Agora, além de conectados com amigos e familiares, nossas entregas profissionais também dependem de conectividade e mudança de cultura. A digitalização é, sem dúvidas, um caminho sem volta.

E essa situação que nos impôs um modelo ainda mais ligado ao digital também exige uma nova postura das lideranças, que precisam repensar seu modo de atuar. Elenco aqui três questões primordiais que devem ser levadas em consideração por você.

 

1 – Flexibilidade no modelo de trabalho não é mais exceção

o trabalho remoto ganhou uma proporção totalmente impensável em situações normais de atuação. Tornou-se necessidade e mostrou que muitas vezes é preciso sair da caixa para fazer mais e melhor. Mais do que cumprir horário, cabe ao líder repensar seu modelo de gestão, focando em entregas e resultados. Deixe de pensar no modo comando, controle. O líder já não pode se preocupar se o funcionário chegou no horário ou cumpriu suas oito horas diárias. Cada vez mais, o foco precisa ser no que foi efetivamente realizado, independentemente se para isso o expediente foi cumprido à risca.

2 – Robotização não é apenas para grandes empresas

a automação deixou a rotina muito menos burocrática e os atendimentos mais rápidos. Dificilmente alguém ainda não se deparou com um chatbot ao necessitar alguma informação de determinado fornecedor. E isso não quer dizer que pessoas estão sendo substituídas, mas sim que elas estão ganhando outro papel nas corporações. E entender essa mudança é essencial para engajar as pessoas, que precisam ser incentivadas a buscar mais qualificação para assumir novos cargos. O líder precisa ter um papel de apoiador aqui e não aquele perfil amedrontador, em que o chefe é o primeiro a apontar a redução de cargos graças à tecnologia. Além disso, o momento desafiador tem exigido redução de custos e é essencial que o líder saiba se comunicar com transparência com as equipes. Se houver necessidade de diminuição de efetivo, é essencial trabalhar com o engajamento de quem permanecer no negócio.

3 – Ser digital é ser humano também

por mais que as conexões cresçam, elas nem sempre irão substituir uma abordagem pessoal. E cabe ao líder enxergar e apoiar a equipe para que ela entenda os limites entre o uso da tecnologia e o contato humano – que neste momento exige cautela e respeito. É muito claro que usar a internet em todos os lugares, extrair dados de dispositivos e sensores vai mudar radicalmente os níveis de produção e entrega, mas lá no fundo o contato humano ainda será crucial para bons negócios. O olho no olho, a visita que denota preocupação com o cliente (e respeita as indicações de segurança relacionadas à pandemia), a ligação no lugar da mensagem sempre irão existir e o gestor precisa ajudar sua equipe a seguir com esse tipo de ação.