O período de isolamento social, medida adotada para combate da COVID-19, trouxe à tona um tema frequentemente presente na agenda global: a preservação ambiental. Com a diminuição de pessoas nas ruas foi possível perceber taxas mais baixas de emissão de gases poluentes, por exemplo. Esse fato reafirma a importância das ações para diminuição dos impactos humanos nocivos à natureza, bem como traz diversas áreas correlatas ao tema, como tecnologia, saúde e economia.

A preocupação ambiental é questão que atravessa o globo e foi um tema presente no nosso cotidiano nos últimos 90 dias em isolamento social. É um cenário que remete aos anos 1970, em que houve uma reação da população preocupada com o estilo de vida, a poluição e de que forma isso impactava a natureza.

Imagem ilustrativa da camada de ozônio da atmosfera.

Uma característica em comum dos anos 1970 para os dias atuais é a permanente necessidade de se reduzir o uso das energias não renováveis, como as que são à base de petróleo e carvão. Esses insumos fragilizam a proteção da camada de ozônio, além de causar um excesso de poluição na atmosfera terrestre.

Passados 50 anos, temos, hoje, a mesma preocupação, em vista no nosso futuro e das gerações seguintes.

 

Ações mundiais x Brasil

Na contramão do movimento de preservação caminha o Brasil e com isso, a credibilidade em torno do tema é corroída cada dia mais. Como exemplo, é possível citar o Fundo Soberano da Noruega, que decidiu excluir as empresas brasileiras Vale e Eletrobrás de sua carteira de investimentos.

O fundo da Noruega é considerado a maior carteira de investimentos voltados para o meio ambiente do mundo, US$ 1 trilhão em ativos. A justificativa da exclusão da Eletrobrás, por exemplo, estaria  relacionada à violação dos direitos humanos. Já no caso da Vale, em razão do rompimento das barragens no Brasil.

Em outro caso recente, que envolve o posicionamento do Brasil com relação à preservação ambiental, a Holanda rejeitou um acordo comercial entre MERCOSUL e União Europeia. O motivo alegado foi a preocupação do crescimento da agricultura da região (que inclui o Brasil) em detrimento da preservação da Amazônia.

Os exemplos citados corroboram a ideia de que a preocupação com sustentabilidade não está mais ligada apenas a questões de ordem ambiental. A ausência de investimentos, sejam públicos ou privados, faz com que o desenvolvimento econômico e tecnológico do país sejam diretamente impactados. Às empresas, cuidar do meio ambiente pode refletir diretamente na bolsa de valores. Ao Governo, a presença ou ausência de políticas públicas ambientais pode refletir na facilidade em fechar acordos econômicos com outros países.