Muito se fala sobre como padrões de sustentabilidade e de governança podem trazer mais competitividade e solidez às grandes empresas.

As práticas de ESG, “Environmental, social and corporate governance”, ou melhores práticas ambientais, sociais e de governança, em tradução livre são grandes aliadas dessas companhias para ajudá-las a alcançar novos mercados e a crescer nos já existentes.

São as grandes empresas que vêm liderando a agenda dos maiores impactos gerados por iniciativas de ESG; no entanto, as empresas de menor porte também estão adotando tais movimentos no seu dia a dia, a fim de se tornarem agentes de mudança, mesmo gerando impactos menores.

E isso vem se refletindo de forma muito positiva.

Primeiramente, para reduzir o impacto ambiental gerado em suas atividades e, segundo, para provocar transformações que vão muito além da sustentabilidade, e que englobam transparência, ações sociais e equidade de gênero entre os colaboradores.

Tudo se constrói com pequenos passos. O entendimento da responsabilidade coletiva com a sociedade e com os recursos ambientais já induz a iniciativas em prol de uma melhoria.

É verdade que as pequenas e médias empresas possuem já muitos desafios no contexto brasileiro, mas quando passam a se perceber como agentes de mudança e que esse é um ciclo que se retroalimenta gerando mais valor para a sociedade e seus negócios, certamente irão adotar essas práticas com mais empenho.

ESG: Redução de impactos ambientais também integra a agenda de ações

Além da redução de impactos, as práticas sustentáveis também atraem investidores, cada vez mais preocupados com estas soluções.

Esse é um caminho sem volta. Os maiores fundos de investimentos globais já anunciaram suas diretrizes e avaliações com base em indicadores ESG, o que demonstra uma tendência que irá se desdobrar com ainda mais intensidade para empresas de menor porte.

Em um futuro próximo, visualizo que as informações relacionadas a essa pauta terão um peso quase tão relevante como outros indicadores financeiros do negócio.

Assim como atrair a atenção de investidores, as práticas de ESG também promovem uma melhoria no clima organizacional, gerando orgulho interno e satisfação entre os colaboradores.

Alinhar um trabalho bem feito com algo que gere valor adicional para a sociedade traz uma satisfação pessoal a todos os envolvidos.

Iniciativas nesse sentido geram benefícios e, claro, ajudam no recrutamento de novos talentos. O engajamento interno aumenta e a reputação da marca se eleva.

 

Um longo caminho a ser percorrido pelas pequenas empresas

Apesar de já ser uma realidade no mercado, as pequenas empresas, de forma geral, ainda precisam avançar no caminho de adoção de práticas de ESG.

A 10ª Pesquisa Global de Empresas Familiares da PwC indica que a responsabilidade social é considerada prioridade de negócio para apenas 15% das empresas participantes.

Em contrapartida, a expansão para novos mercados e o lançamento de novos produtos são prioridade para 55% e 50% dos participantes, respectivamente.

Esses resultados demonstram que as empresas familiares – em sua maioria, pequenas – ainda não enxergam a correlação entre a adoção de boas práticas de ESG e novas oportunidades de negócio.

Assim, integrar tais práticas mostra-se urgente e também uma jogada de valor para o negócio.

As medidas de ESG se mostram cada vez mais importantes, assim como os clientes, investidores e parceiros estão também cada vez mais exigentes.

Esse contexto provoca um aumento na relevância do impacto dessas medidas e de como as mesmas são comunicadas. A sociedade e a natureza, claro, também agradecem.