Ao longo da história da computação, as mulheres assumiram papéis importantíssimos.

Podemos citar Augusta Ada King-Noel, conhecida como Condessa de Lovelace, que ganhou notoriedade na história da tecnologia  por ser a primeira programadora mulher do mundo.

A inglesa era formada em matemática e escritora; ficou conhecida especialmente por ter trabalhado na máquina analítica, desenvolvida pelo cientista e filósofo Charles Babbage. O equipamento é considerado o precursor do computador.

Assim como Ada, tivemos Grace Hopper – almirante e analista de sistemas da Marinha dos Estados Unidos – e tantas outras mulheres que fizeram história na área e, ao que tudo indica, seguirá assim; as mulheres continuarão conquistando cada vez mais espaço na tecnologia.

Em dados recentes divulgados pelo CAGED, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, a participação de mulheres no mercado de tecnologia cresceu 60% nos últimos cinco anos.

Reforçando esses números expressivos, o Banco Nacional de Empregos (BNE), identificou que o número de candidatas mulheres para vagas de tecnologia foi de mais de 12,7 mil, em 2021, contra 10,375 em 2020.

Quando analisamos amplamente o cenário, identifica-se outro dado relevante. Na América Latina, 16% das mulheres ocupam posição sênior na tecnologia, superando a média global de 11% e ultrapassando o Reino Unido (4%).

Diante desse cenário, que diz respeito à importância histórica da figura feminina e da crescente tendência de ingresso das mulheres no mercado de tecnologia, o mercado já entendeu que, para avançar, precisa e deve inserir cada vez mais mulheres no ambiente tecnológico.

De olho nesse cenário, empresas estão criando frentes de contratação exclusiva para mulheres.

Este é um plano de capacitação para mulheres que estão iniciando suas carreiras na área da programação. O objetivo é que elas aprendam sobre as tecnologias da empresa, processos e rituais e ao final possam assumir suas posições como desenvolvedoras.

Apesar do desafio para encontrar jovens talentos, essas iniciativas são importantes, pois abrir espaço para capacitar mulheres na área de tecnologia é uma forma de reparar a diferença sofrida há anos dentro do mercado.

As iniciativas não param por aí. O banco Santander também anunciou recentemente seu interesse em contratar mulheres para fomentar sua área de tecnologia. A instituição financeira abriu 10 mil bolsas de estudo para mulheres na área de tecnologia.

Além das empresas que buscam incluir e ampliar a presença de mulheres no mercado tecnológico existem também iniciativas que buscam empoderar meninas e mulheres dentro desse setor como, por exemplo, o PrograMaria, que conta com mais de 5 mil mulheres em sua base.

Entre tantas iniciativas, há de se considerar também que o mercado de tecnologia é o que mais cresce e tende a ser assim por longos tempos.

Para quem tem interesse em ingressar na área de tecnologia, o Banco Nacional de Empregos fez um levantamento das dez profissões no setor tecnológico que mais cresceram em 2021, sendo elas: Técnico em informática; Analista de sistemas; Analista de suporte; Gerente de projetos; Analista de testes; Designer; Analista de infraestruturas; Desenvolvedor; Gerente de TI; Analista de BI.