A representante nacional da Coordenadoria de Promoção da Igualdade do Ministério Público do Trabalho, procuradora Valdirene Assis, participou do Festival Latinidades,  entre os dias e 23 e 27 de julho em São Paulo, com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Na oportunidade, ela coordenou os trabalhos da mesa de debates “Censo Demográfico Brasileiro e seus Impactos nas Políticas Públicas para Mulheres Negras”, e promoveu discussões que pudessem colaborar com a fase preparatória do Censo 2020. Participaram das discussões, representantes do IBGE, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), e a fundadora da Feira Preta, Adriana Barbosa.

Através das discussões, buscou-se a melhor forma de se coletar dados para se formular um questionário que possa refletir a mais fidedigna imagem do país para o próximo do Censo, na perspectiva de gênero e raça, considerando-se ainda existentes as disparidades destes no enfrentamento de desafios para as mulheres negras, que são maioria na nossa população; a população negra representa 55% do total de habitantes no Brasil, segundo o IBGE.

De acordo com a procuradora Valdirene, “é a partir dos dados oficiais que se tem o retrato do Brasil e que são identificadas as demandas mais relevantes para o estabelecimento de políticas públicas”.

O PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – revela que as mulheres negras são vitimadas de forma desproporcionalmente desigual na sociedade, seja na educação, saúde, trabalho, renda ou habitação.

A preocupação com a realização do Censo 2020 motivou a Campanha Todos pelo Censo, lançada por funcionários do IBGE, com apoio de parlamentares e 19 entidades parceiras, contra ingerências políticas e pela realização de pesquisa e coleta de dados que reflitam o Brasil real, para permitir a defesa dos direitos e liberdades de todos os brasileiros, especialmente dos grupos historicamente discriminados.