Em mais uma política de flexibilização dos processos que envolvem a  Saúde e Segurança no trabalho, o governo alterou mais três, de suas 36 NRs (normas regulatórias).

Segundo o governo, a finalidade dessas alterações objetiva a redução de custos ao empregador, o qual se encontra atualmente limitado frente a burocracias na hora de empreender.

Esta economia seria de 68 bilhões de reais em um período de 10 anos; o secretário especial de Trabalho e Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirma que burocracias representam um obstáculo na hora de competir com os chineses.

O governo deve ainda, consolidar 158 decretos relacionados a normas trabalhistas, em 4 textos, reunindo 19 dispositivos sobre direitos trabalhistas, os 51 textos atuais sobre as profissões regulamentadas e seus respectivos conselhos profissionais, outro que tratará dos colegiados e comissões trabalhistas, e finalmente  o quarto decreto, que consolidará 79 dispositivos que tratam de convenções internacionais do trabalho ratificadas pelo Brasil. Em seguida, deve consolidar 600 portarias sobre a questão trabalhista em dez tetos. Deverá, ainda, consolidar instruções normativas, notas técnicas e manuais.

Priorizando sempre a questão da economia em custos ao mencionar alterações nas NRs, o governo já realizou outras alterações. Na NR 1,  para liberar micro e pequenas empresas de baixo risco de elaborar planos de riscos químicos, físicos e biológicos.

Retirou também a exigência de que um trabalhador tenha de passar por treinamento novamente ao ser contratado para cargo com função semelhante, desde que já tenha tido anteriormente treinamento que não ultrapasse o período de 2 anos.

A NR 2 foi revogada; significa que uma micro ou pequena empresa pode iniciar seus empreendimentos sem a visita de um auditor do trabalho, conforme ocorria anteriormente.

Também não é mais necessário colocar avisos, barreiras, etc, a fim de se garantir a integridade física dos trabalhadores, caso máquinas e equipamentos sejam de uso difundido; basta apenas instalar e usar, segundo alteração de NR 12.

O secretário também citou a NR 17 e a 24, que tratam respectivamente de ergonomia e instalações sanitárias; a NR 18, referente a construção civil, também poderá passar por mudanças.

Marinho afirmou que houve consenso entre governo, empregadores e trabalhadores sobre as alterações e negou que as mudanças possam provocar aumento de acidentes de trabalho.