Há algum tempo já estamos percebendo que o mundo do trabalho mudou e segue, de maneira orgânica, modificando-se a cada dia. Essas alterações são decorrentes de novas formas de organização do trabalho, aliada à constante renovação de tecnologias e mudanças de legislação – não se esquecendo dos movimentos inovadores na Gestão de Pessoas e a própria inserção dos indivíduos e suas diversidades nos ambientes de trabalho. Temos aqui conteúdos suficientes para pensarmos na complexidade das organizações e daquele que nelas, passam grande parte de suas vidas.

Falar de trabalho é essencialmente falar em pessoas e, diante de um cenário que se apresenta em constante movimento, os desafios são provocadores. São diferentes pessoas trabalhando juntas, independente da proximidade física, com metas e objetivos organizacionais a serem alcançados, porém, muitas vezes, com crenças, valores e percepções sobre a vida e o trabalho distintas. São diferentes gerações com necessidades e desejos igualmente diferentes.

A mesma diferença que singulariza nossa identidade pode ser geradora de conflitos interpessoais, se não houver um esforço mútuo entre trabalhadores e empresas, no sentido de ter políticas transparentes que abordem tais aspectos, código de ética e de conduta disseminados e efetivamente vivenciados além da contemplação da justiça organizacional como essência das relações interpessoais.

Conflitos em ambientes laborais podem comprometer a saúde dos indivíduos e a produtividade das empresas. Quando falamos em saúde no trabalho, tornam-se evidentes os fatores passíveis de quantificação, como os conhecidos riscos físicos, químicos e biológicos.  Porém, nem sempre são considerados os fatores de riscos psicossociais e suas consequências. Trazer à discussão conflitos entre os diferentes níveis hierárquicos da empresa sejam eles horizontais ou verticais requer maturidade para que as organizações possam reconhecer aquilo que, na sua forma de trabalho, pode estar instigando tais conflitos. E aos indivíduos, requer autoconhecimento para que estejam conscientes de que suas atitudes e comportamentos podem tanto comprometer, quanto viabilizar as relações no trabalho.

Ao citar as inovações em Gestão de Pessoas referencia-se o reconhecimento daquilo que gera mal estar nas organizações através de diagnósticos fundamentados e as propostas de valor que disseminam bem-estar, qualidade de vida e saúde mental no trabalho.

Iniciativas que atuam no fortalecimento das estratégias individuais de enfrentamento, assim como as que promovem coletivamente organizações saudáveis contribuem para a minimização dos conflitos. E a busca por estas ações tem sido incentivada pela ARH Serrana a partir do ESARH – Encontro Sul-Americano de Recursos Humanos, um dos maiores eventos de Gestão de Pessoas da América Latina. Em 2020 o ESARH tem perspectiva de realização nos dias 09, 10 e 11 de novembro, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha do Rio Grande do Sul.

Juntos vamos buscar novos modelos de gestão, por meio de movimentos disruptivos, desenvolvendo a sociedade 5.0 ao mesmo tempo em que encontramos o equilíbrio das relações humanas.