Foi estabelecido pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) o ano de 2021 como o “Ano Internacional das Frutas e Vegetais”.

O principal objetivo da entidade é difundir a conscientização sobre os benefícios do consumo de frutas e hortaliças, promovendo qualidade de vida, com alimentação equilibrada e saudável, além de reduzir o desperdício de alimentos, especialmente os mais perecíveis.

A ONU tem buscado melhorar as infraestruturas e práticas agrícolas, principalmente com incentivos aos pequenos produtores, o que pode melhorar consideravelmente sua rentabilidade.

O uso de tecnologias na produção de frutas e vegetais é um caminho para reduzir perdas e desperdícios destes produtos. Infelizmente, o Brasil ainda apresenta números elevados de desperdício de alimentos, sendo um problema ainda a ser resolvido.

As novas práticas de produção podem contribuir para melhorar a manutenção da qualidade nutricional dos produtos no pós-colheita.

As frutas e legumes possuem grande diversidade de alimentos seguros, que representam a dieta saudável ou de alta qualidade, incluindo níveis adequados de energia e de nutrientes essenciais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) enfatiza que uma dieta saudável deve contemplar a ingestão de frutas, vegetais, grãos naturais, fibras, castanhas e sementes, limitando o açúcar,  snacks, refrigerantes, carnes processadas e sal, além de substituir gorduras trans por gordura não saturada.

A ingestão de alimentos mais saudáveis assume maior valor à medida que a renda mundial aumenta e há consciência sobre a necessidade de melhorar a alimentação.

Assim, a produção de frutas e vegetais não pode visar somente o consumo dos brasileiros, mas também as exportações. O Agronegócio Brasileiro do futuro necessariamente seguirá este caminho – apesar de nossa exportação de frutas ainda estar em evolução, quando comparado com o mercado mundial.

Esse mercado, principalmente nos países do hemisfério norte apresenta uma grande oportunidade de negócios, mais especificamente para frutas in natura. Esse é a fatia do mercado que terá grande impacto na dieta saudável para os consumidores mundo afora.

Em relação à produção de frutas, em 2020, o Brasil foi o terceiro maior produtor do mundo, produzindo um total de 58 milhões de toneladas, o que representa um pouco mais de 5% do total mundial. Ficamos atrás somente da China e da Índia, que produzem 28,1% e 11,5% da produção mundial.

O Brasil possui um grande potencial produtor e, certamente, exportador de alimentos in natura. No entanto, alguns pontos devem ser considerados quando pensamos em conceder valores nutricionais adequados a esses produtos.

O país possui o privilégio de fartura de luz solar e de água, fatores essenciais para o processo produtivo. Por outro lado, nossos solos possuem limitações de nutrientes, fator restritivo para a produção em maior quantidade e melhor qualidade de alimentos.

O uso de fertilizantes tem sido o caminho para corrigir essa deficiência e poder produzir satisfatoriamente e dentro das expectativas de qualidade exigida pelo mercado mundial.

As plantas frutíferas se diferenciam das plantas anuais por explorarem um maior volume de solo e exigirem maiores quantidades de nutrientes, principalmente por armazenar nutrientes de um ano para outro para manutenção de raízes, caule, ramos e folhas.

As plantas frutíferas necessitam de programas de adubação de acordo com sua fase de crescimento. O plantio, a formação e desenvolvimento das plantas apresentam diferenças de demanda dos nutrientes.

São essas diferenças que proporcionarão o bom desenvolvimento da árvore frutífera e da qualidade nutricional dos frutos produzidos.

A boa e correta fertilização contribuirá também para reduzir os efeitos negativos do desperdício de alimento, pois frutos em melhor estado nutricional proporcionam maior tempo de armazenamento.

Respeitando as recomendações de adubação feitas através de uma correta análise de solo, estaremos aplicando o fertilizante com a fonte correta, na dose correta, na época correta e no local correto.

É assim que iremos contribuir para as boas práticas de uso de fertilizantes, permitindo o respeito aos aspectos do meio ambiente, do social e do econômico da produção agrícola.