Procrastinar é universal, e não pense que é só você, seus parentes, familiares, amigos ou vizinhos que evitam fazer certas atividades do dia-a-dia, “empurrando com a barriga” aquela tarefa que, no momento, não estamos com tesão em fazer.

Entretanto, procrastinar pode nos trazer consequências, como acúmulo de trabalho e não podemos fugir dela, pois uma hora ou outra vamos ter que trabalhar nossas emoções e enfrentar os problemas.

Mas, por que procrastinamos? Por que deixamos para fazer depois coisas que podem ser realizadas de maneira simples no momento?

Procrastinar é uma resposta automática e inconsciente a emoções desconfortáveis. Procrastinamos até para fazer coisas bobas, como lavar louça e arrumar a cama, isso porque nosso cérebro entende que é uma coisa chata.

Então, temos tendência a evitarmos fazer tarefas que não gostamos de fazer no dia-a-dia.

Mas, indo além de adiarmos fazer tarefas de coisas do nosso cotidiano, também procrastinamos para fazer coisas maiores e mais complexas, que nos exige mais atenção, como por exemplo, marcar uma consulta, pagar uma conta e até mesmo elaborar a nossa aposentadoria.

Nesses casos, mesmo adiando, não vamos conseguir fugir das responsabilidades. O nosso cérebro gosta de sentir prazer, então procrastinamos porque é prazeroso.

Quando temos que resolver coisas burocráticas, como por exemplo, documentos, isso pode ser monótono ou até complicado para algumas pessoas, principalmente nesse momento que temos que resolver pela internet e lidar com os erros de páginas.

É desgastante, trabalhoso, mas não conseguimos fugir, sobretudo em se tratando da nossa saúde, vamos ter que enfrentar.

A consequência de se procrastinar nos estudos e no trabalho é maior

Quanto à mania de “deixar para amanhã o que precisamos fazer hoje”, obrigações que podem ser simples de serem resolvidas, acabamos acumulando serviço e, geralmente, nos damos conta, quando temos alguns tipos de prejuízo.

No trabalho e nos estudos isso é mais comum.

Nesses dois ambientes, além dos profissionais e estudantes procrastinarem para fazer tarefas enfadonhas, também existe o medo de não saberem superar os desafios e os medos de quais resultados aquilo pode gerar.

O medo de fracassar, de não se sair bem está ligado à procrastinação. Se o profissional ou o estudante não se sentir seguro naquilo que for realizar, então protela, deixando para enfrentar a tarefa em outro momento.

Ao voltar para o mesmo ponto, de resolver o assunto, ele pode fugir de novo e assim sucessivamente.

Entretanto, diferenciando ambos, ter essa atitude no campo profissional pode ser mais prejudicial.

Cabe para o profissional que, por exemplo, já não aguenta mais o trabalho, mas a segurança que o serviço lhe oferece o faz procrastinar sua saída, assim trabalhando de maneira infeliz. Também vale para o empregado inseguro, mesmo que seja convidado para montar uma apresentação que lhe custe uma ascensão de cargo, ele vai dar um jeito de evitar, o que pode prendê-lo em uma situação de insatisfação por muito tempo.

Como evitar a preguiça e ser mais produtivo no dia-a-dia

É possível vencer esse mal que nos assola tendo uma boa organização e bom trabalho emocional.

Abaixo, compartilho quatro pilares cruciais para driblar a procrastinação.

  1. Organize seu tempo: crie uma agenda ou faça uma lista com todas as suas tarefas do dia e, ao realizar cada uma, dê um “ok” na frente da atividade. Ao final do dia, com tudo feito, você se sentirá melhor.
  2. Tenha habilidade emocional: entenda que as coisas precisam ser feitas mesmo que lhe gere um desconforto. Além de identificar as tarefas do dia é preciso conseguir lidar com as emoções.
  3. Auto-observação: tente identificar em quais setores da vida você procrastina. Sabendo delas, fica fácil reverter o problema.
  4. Evite ser perfeccionista: seja mais estimulante consigo mesmo. Encontre formas para fazer as coisas acontecerem e deixe de se autojulgar, cobrar.