O Brasil dispõe de 12% dos recursos hídricos do planeta, que representam grandes desafios quanto à gestão sustentável. A gestão de um empreendimento sustentável deve gerar mais recursos do que os que forem nele aplicados e não impactar de forma negativa os lados social, econômico e ambiental, preservando ainda as matrizes dos recursos hídricos e renovando estratégias culturais que levem à economia da água, sempre refreando o seu desperdício.

Imagem: Eliandro Figueira

O Serviço Autônomo de Água e Esgotos de Indaiatuba, autarquia municipal responsável pelo abastecimento de água potável e coleta e tratamento de esgotos do município, distribui diariamente 65 milhões de litros de água tratada, atendendo 98,5% da população.

O município está inserido na bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), uma região com escassez hídrica e grande concentração populacional e industrial.

A população de Indaiatuba cresceu 30% nos últimos 10 anos, enquanto no Brasil o crescimento foi de 8%.

Para uma bacia hidrográfica ser considerada sustentável, conforme indicação da ONU (Organização das Nações Unidas) precisa ter acima de 3.500 m³/habitante por ano. A bacia PCJ possui disponibilidade hídrica de 408 m³/hab./ano, com uma população que mais cresce no Brasil.

Para manter o desenvolvimento sustentável da cidade e um atendimento de qualidade para a população, é necessário muito planejamento, investimentos constantes e uma administração municipal eficiente e comprometida na gestão dos recursos hídricos.

Nos últimos anos foram investidos mais de R$ 100 milhões na ampliação e modernização do Sistema de Abastecimento, com importantes obras que irão possibilitar o atendimento à população para os próximos 30 anos, como a construção da barragem no rio Capivari-Mirim, que formou um reservatório com capacidade para armazenar 1,3 bilhão de litros; a ampliação em 50% de duas Estações de Tratamento de Água; a construção de 7 reservatórios de água tratada que ampliou em mais de 100% a capacidade de preservação; ampliação da rede de distribuição; ações constantes para combater as perdas na rede de distribuição, como a implantação de um Centro de Controle de Operações (CCO) que monitora e controla, através de um sistema integrado e online, todo sistema de abastecimento, permitindo um melhor gerenciamento e a tomada de decisão com mais rapidez e eficiência, além de muitas outras ações.

Sala caixa d´agua

Muitas outras obras e ações estão planejadas e em andamento, como a construção de uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) para tratar exclusivamente as águas do rio Jundiaí, rio que esteve poluído por muitos anos, mas graças a um trabalho conjunto dos municípios que estão em seu entorno, foi despoluído, tornando-se em 2014 o primeiro rio a ser reclassificado no Brasil, e hoje pode ser utilizado para abastecimento; a ampliação em 50% de mais uma ETA; a construção de mais 2 reservatórios regionais de água tratada e a construção de outra barragem, essa no ribeirão Piraí, que irá armazenar 9 bilhões de litros e atenderá os municípios de Indaiatuba, Salto e Itu.

Com essas obras realizadas, Indaiatuba estará preparada para atender o desenvolvimento e crescimento da cidade com uma população de 330 mil habitantes; hoje são 246 mil.

Como não poderia deixar de ser, além de investir em abastecimento, não há desenvolvimento sustentável sem o investimento em coleta e tratamento do esgoto gerado no município. Para isso, o SAAE investiu R$ 70 milhões na ampliação da Estação de Tratamento de Esgotos Mario Araldo Candello (ETE-MAC) que irá possibilitar que o município trate, a partir de 2020, 100% do esgoto coletado.

Sala histórica

Além de obras, o município investe bastante em Educação Ambiental visando a conscientização da população quanto à importância da água e sua preservação. Além dos programas que são desenvolvidos nas escolas, um moderno Museu da Água foi inaugurado em 2016 e vem sendo reconhecido como uma referência na gestão dos recursos hídricos.

 

Museu