Proporcionar saúde é dar um passo a mais para gerar a felicidade no trabalho. Para alguns, felicidade é ser social, para outros é a realização de desejos, é ainda ter tranquilidade, conseguir seguir em direção ao seu propósito. Ter brilho no olhar e prazer em exercer suas atividades sabendo que está fazendo o bem a você e aos outros.

Paulo é operador de máquina, trabalhava em uma indústria muito bem posicionada no mercado. Seguia um mesmo ritmo e hábitos, pouco se cuidava porque o tempo era limitado, engordou bastante no decorrer dos anos, se jogava no sofá no final do dia de tanto cansaço e aquela dor lombar que incomodava, dormia poucas horas graças às séries de TV, mas pra ele ia tudo bem, família boa com netos.

Em uma manhã, indo trabalhar, se sentiu mal, dor no peito, coração acelerado e respiração ofegante, algo estava errado; procurou ajuda e foi avisado pelo médico: “Se continuar assim não dura muito tempo”. Preocupou-se, se cuidou, queria viver mais e melhor, ver os netos crescerem, sabe?

Pouco tempo depois recebeu uma proposta de emprego que achou diferente, desafiadora. Aceitou o novo cargo e há 2 anos participa do time de futebol da empresa, com o suporte do educador físico e nutricionista toda semana, que auxiliam na condição física para participarem do torneio das unidades dessa multinacional no Brasil. Se ganharem o torneio anual, a equipe vai jogar na matriz que fica na Alemanha, com tudo pago e direito a acompanhante.

Nenhuma empresa é obrigada legalmente a gerar diversos programas em saúde e qualidade de vida ao trabalhador; a lei é boa, mas não consegue englobar tudo. Então, por que a empresa deve fazer mais pelo trabalhador?

Paulo emagreceu 18 Kg, sua pressão arterial normalizou, precisou comer melhor para os músculos ganharem força, dormia cedo porque não podia perder os treinos na empresa (a esposa adoraria fazer a viagem com ele), a dor na lombar que o perseguia por anos foi embora graças aos ajustes ergonômicos do seu posto de trabalho, e seus netos agradecem porque dançam muito juntos, boas risadas acontecem.

Contei uma breve história de um trabalhador que encontrou satisfação fazendo o que gosta no trabalho, mas não só isso, ele quer que a empresa cresça, se desenvolva, faz de tudo para não ter desperdício, não precisa faltar para resolver os problemas de dores, alcança metas porque o corpo e a mente funcionam bem, está feliz no trabalho.

Os custos de uma empresa em situações como: procura ambulatorial, atestados, planos de saúde, afastamentos, retrabalho e processos judiciais são altos. Quando se levanta os dados estatísticos mensais relacionados à saída financeira conseguem-se indicadores que mostram o caminho da ação, o que e como melhorar; assim, a gestão em saúde do trabalhador será efetiva e vai gerar grandes benefícios.

Nem todos tem acesso ou entendimento sobre como montar um prato de comida,  por exemplo; saber a postura adequada para sentar é um alívio, receber uma massagem alivia consideravelmente as tensões musculares, ter atividades lúdicas, divertidas e interativas tornam a equipe mais leve, companheira, unida.

Investir em saúde não é perder dinheiro, é ganhar engajamento, é agir resolvendo problemas e alcançando soluções. Se a sua busca é por inovação, desenvolvimento e produtividade, a atitude a ser tomada é: pare, ouça, analise e aja.

O maior bem de uma empresa são as pessoas, elas trabalharão com toda garra porque estão com saúde, felizes e seguindo os seus propósitos.