O desenvolvimento da cultura de boas práticas no âmbito do trabalho representa para a empresa muito mais do que simplesmente o atendimento de normas e obrigações legais. Cultivar boas práticas tem efeito amplo, deve ser pensado como uma forma de ir além da obrigação legal, sempre analisando o mercado de trabalho em geral para retirar dessa análise os melhores exemplos a serem seguidos.

Não importa se o porte da empresa é pequeno ou grande, se a empresa é pública ou privada, a saúde e a segurança dos colaboradores devem ser pautas prioritárias para uma boa, justa e correta gestão.

Isso não deve acontecer apenas por determinação da lei, mas se trata de uma questão de cuidado intrínseco ao ser humano. O zelo por sua saúde antes, durante e até mesmo depois da jornada de trabalho faz com que as pessoas sejam mais ativas em suas atividades pessoais e mais produtivas no trabalho.

Todo o conjunto de boas práticas no campo do trabalho, mais modernamente chamado de “Governança Trabalhista”, engloba o mapeamento de riscos e consequentes iniciativas mitigadoras, abrangendo temas como: segurança e saúde, políticas de recursos humanos, ‘compliance’ trabalhista, enfim, toda e qualquer iniciativa que vise trazer maior segurança e harmonia nas relações entre a empresa, seus empregados e a sociedade.

A Governança Trabalhista é necessária para que a empresa seja ética em sua relação com empregados,  governo e sociedade.

Um clima descontraído, funcionários felizes, metas batidas e tarefas sendo entregues dentro do prazo? Podemos dizer que essas ideias formam um bom início, mas a questão pode ser um pouco mais aprofundada.

A gestão de boas práticas pode não ser tão simples, quando pensamos nas inúmeras diferenças de pessoa para pessoa; teremos de administrar pessoas com diferentes personalidades, vontades e até aversões; existem formas de se lidar com elementos que deixarão o meio ambiente social no trabalho melhor e mais produtivo: o ambiente pode ser mais comunicativo e com maior conforto físico e mental.

É essencial que em toda empresa, também não importando aí o seu porte, haja treinamentos sobre procedimentos de segurança para todos os colaboradores, conforme as funções exercidas; assim, os funcionários poderão identificar riscos e analisá-los a fim de poder controlar e eliminar tais riscos.

A qualidade dos EPIs deve ter toda atenção; são eles um dos principais meios de se evitar acidentes.

Se alguém se sentir em risco de saúde, vida ou integridade física é direito garantido, negar o exercício da função designada a si.

Condições de segurança devem ser checadas diariamente; as empresas devem atuar sempre de forma preventiva e não reativa quanto aos riscos ocupacionais.

Uma boa iluminação é fundamental em qualquer ambiente de trabalho; se puder ser natural, tanto quanto possível, melhor; janelas abertas deixam o ar se renovar e diminuem a sensação de isolamento.

Um espaço à parte para relaxar, um sofá confortável, máquina de café, ajudam nos intervalos para interações sociais e descontração.

Verifique atentamente a ergonomia do ambiente de trabalho para evitar problemas de saúde!

Um dia especial com sessões de meditação, yoga ou ginástica laboral podem diminuir o stress e causar impactos positivos nos níveis de satisfação com a empresa.

Flexibilidade em horários, respeito ao ritmo de cada pessoa e nada se sobrecargas, pois estas  geram estresse e diminuem a produtividade; uma das maiores queixas apresentadas em demissões é o acúmulo de funções.

Seja transparente com relação às politicas da empresa, de promoções a mudanças nas operações.

Propósito, metas individuais e coletivas são fatores primordiais de motivação das pessoas. Resultados devem ser cobrados e as pessoas contam com isso, tanto os que cobram, quanto os que são cobrados; recompensas por bom desempenho também são sempre bem vindas.

Ouvir um ‘feedback’ dos gestores sobre os resultados obtidos pela empresa ajuda os colaboradores a se sentirem valorizados, especialmente se os retornos são positivos. Dessa forma, os colaboradores sentem-se como parte dos êxitos obtidos pela empresa.

Outro ponto fundamental é manter a ordem em todos os espaços para que todos possam sentir-se bem. Respeito mútuo é o que será sentido por todos em uma equipe, se a maioria dessas ações de boas práticas ocorrerem, independente da hierarquia no trabalho e em um ambiente de diversidade, sem preconceitos e com respeito a opiniões diversas.

Finalmente, a adoção de boas práticas trabalhistas, não trará apenas frutos no campo trabalhista, mas vai repercutir em todo o desempenho comercial da empresa, na forma como ela se relaciona com a sociedade e o governo.