No mês de setembro, um tema muito importante abordado é a luta da pessoa com deficiência. E a primeira questão que abordamos é: Não é favor. É lei e direito.

Acredito que ainda vivemos um momento onde a lei de inclusão está em processo de crescimento, vendo pelo fato de sua implantação foi no ano de 1991 para inclusão no mercado de trabalho.

Contudo, só a partir de 1999 as empresas brasileiras realmente começaram a contratar e incluir, aos poucos, esses colaboradores no ambiente de trabalho.

A boa notícia é que, mesmo a passos lentos, a cada ano, mais empresas estão se adequando à legislação, recebendo PCDs (Pessoa com Deficiência) e percebendo a importância de tê-los como membros da equipe.

Abordamos esse tema porque atualmente os direitos das pessoas com deficiência estão nos meios de comunicação, nas rodas de discussões e estão sendo integrados à legislação, mas as mudanças concretas ocorrem de maneira lenta e ainda muito arcaica.

Quando adentramos realmente nesse mundo, descobrimos quão longe ainda estamos de oferecer um suporte com qualidade e vemos questões sobre a falta de acessibilidade nos transportes públicos, nos prédios de uso coletivo, em universidades, hotéis, pontos turísticos e espaços públicos.

No mercado, os produtos desenvolvidos para pessoas com deficiência ainda são poucos, com baixa variedade e vendidos a um custo que apenas uma pequena parcela da sociedade pode acessar.

Mas paramos um segundo para olhar os números. As pessoas com deficiência somam 45 milhões de habitantes, o que diz respeito a 24% da população brasileira, e dentro dessa população encontramos deficiências de variados aspectos como, restrição motora, deficiência auditiva e visual, síndrome de down, autismo e outras.

Tudo isso mostra a importância de um olhar direcionado que devemos ter para características especificas de cada necessidade e ao mesmo tempo o valor de um ambiente que proporcione condições básicas necessárias de suporte aos PCDs.

 

Vamos então aos pontos essenciais para um bom direcionamento ao mapear os quesitos de acessibilidade:

  • Arquitetura do espaço: atente-se às barreiras ambientais físicas;
  • Comportamental: preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações;
  • Comunicacional: dificuldade na comunicação interpessoal;
  • Organizacional: barreiras nos métodos e técnicas de trabalho;
  • Instrumental: instrumentos e ferramentas de trabalho adequadas;
  • Normativas: barreiras invisíveis embutidas em políticas e normas da empresa.

Quando conseguimos organizar as informações a respeito dos tópicos citados acima, fica mais fácil traçar uma linha de adaptação, reformulação e melhorias no sistema ou ambiente que irá integrar um PCD.

Quando entendemos o valor que o PCD traz ao ambiente e aprimoramos nossa visão, concluímos que um ambiente inclusivo transmite mais motivação, força de vontade, garra e vontade de viver. Além disso, a empresa ou espaço que adota uma atitude inclusiva demonstra que se empenha em criar uma sociedade mais justa e igualitária