O avanço da pandemia do novo coronavírus provocou efeitos negativos no mercado de trabalho no primeiro semestre do ano, obrigando diversas empresas, em todos os setores da economia, a “enxugar” o quadro de funcionários.

Algumas, porém, mantiveram suas contratações. E, melhor ainda, os números oficiais mais recentes sobre o emprego formal no Brasil indicam uma retomada, com o crescimento da oferta de posições.

Ótimo cenário, portanto, para quem foi demitido nesses últimos meses e quer se recolocar ou mesmo para aqueles que pretendem mudar de emprego. No entanto, os profissionais precisam estar preparados, atualizados e ativos nas suas redes de relacionamento para não perder as oportunidades.

Sendo assim, estar com o currículo organizado de forma objetiva, destacando a trajetória e os resultados conquistados, é apenas o primeiro passo. Este é também o momento para o candidato olhar para si mesmo e tentar buscar alguns motivos que expliquem o seu desligamento da corporação anterior.

Ter um autoconhecimento, entender suas potencialidades e diferenciais que pode apresentar são aspectos muito importantes, além de estar aberto a novas experiências e ter flexibilidade mental para transitar em um ambiente de constantes mudanças de tecnologia, macroeconomia e modelo de negócio.

A melhoria contínua das competências e habilidades é fundamental para não nos tornarmos obsoletos com o passar dos anos.

Outro passo decisivo na conquista de um novo emprego é ampliar o network, ou seja, a rede de relacionamentos, principalmente em um contexto em que grande parte dos processos seletivos está sendo realizada virtualmente.

Então é interessante investir tempo e acionar contatos importantes, criar alternativas e cuidar das redes sociais, em especial o LinkedIn. Quando se fala de mídia social profissional, esse é o primeiro nome que vem à mente.

Se você ainda não tem, cadastre-se o quanto antes. Essa rede coloca os profissionais em contato com outros dos mais variados setores. É a melhor vitrine online para o mundo corporativo.

Além disso, a tecnologia tem sido adotada, cada vez mais, nos processos seletivos. Ou seja, quem está desempregado precisa estar preparado para fazer uma entrevista online, usando Skype, Zoom, whatsApp, vídeo ou qualquer outra plataforma.

Engana-se quem acredita que, por não ser presencial, a conversa é mais simples ou que há perda de qualidade na avaliação do profissional. Deve-se estar atento a todos os detalhes, pois eles são essenciais e serão avaliados do início ao fim.

Isso significa se planejar, fazer os testes necessários anteriormente, certificar-se de que terá uma boa conexão de internet, um local adequado etc.

Por fim, o candidato a um novo posto de trabalho terá desafios maiores que os enfrentados em outros momentos, especialmente as funções de liderança. Desta forma, é essencial aprofundar o conhecimento sobre o segmento em que estiver inserido.

Ainda que a atuação seja em home office, o profissional precisa conhecer a empresa, os processos, as áreas de interface, os produtos/serviços, os diferenciais competitivos, a concorrência e a cadeia produtiva para contribuir de forma assertiva.