A Ergonomia busca dar melhores condições de trabalho visando um aumento de produtividade, através da análise das relações entre o homem e a máquina.

A Sucessão de situações e acontecimentos que não se pode evitar e que está por vir chamamos de futuro.

Na atual realidade onde a Pandemia do COVID-19 se encontra presente, a humanidade convive com situações diferentes e acontecimentos inesperados.

O futuro agora dependerá das ações e caminhos que o homem irá decidir.

O trabalhador busca hoje e no futuro novas condições de trabalho com conforto, onde consiga ter tranquilidade e aumento de produtividade, com qualidade e ter sua saúde preservada acima de tudo.

Nos dias de hoje já temos uma realidade transformada através de realidade virtual, simuladores presentes desde 1990, metodologias de ensino a distância, a comunicação através de videoconferências, novas relações interpessoais, novas rotinas de trabalho, novas formas de convivência familiar onde a tecnologia tem seu protagonismo.

Mas, e os ambientes e locais de trabalho, como serão a partir de agora? Como as pessoas irão se comportar em seus locais de trabalho para se proteger do vírus que levou milhares de pessoas a morte?

Com a pandemia, a ênfase referente às implantações da tecnologia 4.0 serão fatores em destaque dentro das indústrias. Assim, as indústrias terão uma produção com robôs colaborativos e sistemas tecnológicos que ajudarão caso o trabalhador tenha que ficar afastado para evitar contaminações.

Segundo pesquisas da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA), a estimativa de trabalho em Home Office mostra que há um grande potencial de expansão desse formato de trabalho no Brasil.

O estudo ouviu 1.566 profissionais em home office. A pesquisa mostra ainda que, dos entrevistados, 94% consideram-se comprometidos com a empresa em que trabalham, indicando que a prática do home office não interferiu nessa avaliação. Para 71%, o trabalho em casa é visto como uma possibilidade de aumentar a produtividade, precisão e qualidade; e 76% disseram concordar que o trabalho em home office é compatível com a convivência familiar.

Com relação às empresas que funcionavam em prédios comerciais, muitas delas estão desativando as bases para reduzir os gastos com aluguéis e demais custos que um espaço físico exige. Mobiliário adequado, conta de luz, limpeza e despesas extras como estacionamentos e refeições fora de casa poderão ser riscadas das despesas.

Em locais onde o trabalho precisa ser realizado dentro de um espaço específico, por exemplo, em uma produção onde homem e máquina convivem juntos será preciso ter uma preparação e adequação a uma nova planta para que o trabalhador consiga executar suas atividades e ao mesmo tempo esteja protegido contra o COVID-19.

O treinamento e a motivação pessoal dos trabalhadores serão fundamentais para o retorno aos locais de trabalho.

Várias empresas já estão começando a realizar as alterações para receber os trabalhadores através de acompanhamentos de vacinas, protocolos de entrada, medidas de higiene redobradas com cuidados necessários como a limpeza dos sapatos, locais para higienizar as mãos e distribuição de máscaras para troca durante o trabalho.

Mas, o distanciamento obrigatório ainda é e será o grande desafio, bem como o acompanhamento das questões mentais do trabalhador através de especialistas na área da psicologia e psiquiatria.

As atividades físicas também precisam ser estimuladas para evitar o ganho de peso e doenças como diabetes e hipertensão que são acompanhadas pelo sedentarismo. A alimentação balanceada também deve ser uma preocupação constante.

A maioria dos postos de trabalho terão de ser modificados e o número de trabalhadores reduzidos para garantir a segurança de todos.

Os treinamentos, a sinalização e como realizar as atividades será objetivo de um estudo que precisará seguir as normas de saúde com o desafio da adaptação de uma nova forma de realização das atividades pelos trabalhadores.

A cultura da empresa terá que se adaptar a uma nova realidade. Esse é o grande desafio de gestores e profissionais responsáveis pela produtividade segura e lucratividade da empresa. A Ergonomia de arranjo físico terá que realizar melhorias sequenciais nos fluxos de produção.

A ergonomia é parte fundamental da adaptação, tanto para o trabalhador em Home office como para o trabalhador que terá que voltar ao local de trabalho.

A maior queixa dos trabalhadores neste período de Home office são as dores nas costas. Muitos não tiveram a oportunidade de ter ou adquirir uma cadeira ergonômica e uma mesa com altura adequada e um local com a iluminação, ventilação e longe de algum ruído que pudesse atrapalhar a concentração. Mas, os trabalhadores que permanecerão em home office terão que eleger um local adequado para garantir que as horas de trabalho sejam realizadas dentro de uma rotina saudável e produtiva.

Por outro lado, as empresas precisam se estruturar de forma a observarem aspectos como a ergonomia, proteção de dados da empresa, gastos com internet e ligações, possíveis aditivos ou rescisões contratuais, mudanças de função, possibilidade de controle de jornada de trabalho, assistência técnica no setor de tecnologia da informação entre outros.

O desafio maior dos trabalhadores aponta para uma reformulação em seus comportamentos, proatividade e motivação, ampliando conhecimentos de tecnologia e lucidez para reconhecer todas as mudanças como uma rotina.