Competitividade acirrada, metas cada vez maiores e mais rígidas, tempo escasso e cobrança excessiva fazem do mercado corporativo um negócio para o desenvolvimento das chamadas doenças emocionais.

E agora com a covid-19, essa tendência tende a ser maior; é preciso cuidado com a Síndrome de Burnout, porque o profissional precisa cumprir prazos, buscar uma rotina, ter disciplina e responsabilidade para realizar as tarefas do trabalho e saber conciliar a hora do trabalho, que afeta a saúde do trabalhador.

O estresse tem sido rotulado como o grande mal do século, e vem crescendo o número de pessoas com a Síndrome de Burnout, conhecida pelo esgotamento profissional, e agora com a pandemia do novo coronavírus tende a aumentar. Quem não tiver uma disciplina e planejamento  pode adquirir a doença.

A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das consequências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).

Enfim, a Síndrome de Burnout representa o quadro que poderíamos chamar “de saco cheio” ou “não aguento mais”. No Brasil, um levantamento internacional apontou os executivos brasileiros entre os mais insatisfeitos do mundo com o equilíbrio entre vida familiar e dedicação profissional.

É claro que não precisa ser executivo para se identificar com o estresse no trabalho, mas, entre eles o nível de estresse patológico chega a 44%. O executivo está sendo cada vez mais exigido no que diz respeito a produtividade e resiliência.

Gerenciar as emoções também é necessário para a redução do estresse. A depressão é a doença número 1 esperada até 2030. Portanto, temos que prestar atenção aos sinais que nossas emoções estão nos apresentando.

Profissionais das áreas da saúde, educação, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver a síndrome, principalmente agora com a pandemia do novo coronavírus.

Esta síndrome é o resultado do estresse emocional incrementado na interação com outras pessoas. Algo diferente do estresse genérico, a Síndrome de Burnout geralmente incorpora sentimentos de fracasso.

Seus principais indicadores são: cansaço emocional, despersonalização, falta de realização pessoal, dores de cabeça, problemas digestivos, erupções cutâneas, resfriados constantes, alterações de apetite, fadiga, dificuldade de concentração, vazio mental, esquecimentos, frustração, agressividade e solidão.

Confira 7 dicas para evitar o esgotamento profissional:

  1. Aprenda a administrar o seu tempo.
  2. Repense sobre seus valores e perceba como está lidando com eles.
  3. Estabeleça prioridades.
  4. Aprenda a lidar com o vício do sucesso.
  5. Ninguém está livre das frustrações. Aprenda a superá-las.
  6. É importante saber gerenciar os relacionamentos.
  7. Saiba administrar os conflitos e não somatizá-los.