O termo gamificação – oriundo do inglês “gamification” – está transformando (para melhor!) a maneira com que donos de empresas e as áreas de Recursos Humanos têm conduzido as ações direcionadas ao crescimento da performance profissional.

Muitas pesquisas desenvolvidas por consultorias especializadas chegam à mesma conclusão ao constatarem que a falta de engajamento e o não reconhecimento – pelo menos não da forma adequada – afetam a produtividade e, consequentemente, o crescimento de um negócio. A questão, no entanto, não é meramente financeira.

Grandes companhias ganharam o título de “marcas empregadoras” justamente por oferecerem aos seus funcionários um ambiente de trabalho sadio, com times engajados e dispostos a contribuir com o máximo de seu potencial. Isso, consequentemente, gera resultados melhores e aumento de receita.

Mas o grande desafio está em como engajar as pessoas. De que forma despertar o senso de pertencimento e extrair desses profissionais habilidades que, por inúmeros motivos, permanecem ocultas.

São talentos desperdiçados e que podem acarretar um atraso irreversível na trajetória de uma empresa. É exatamente aí que a gamificação entra: para reverter esse cenário e alavancar o desempenho tão esperado por CEOs e gestores.

O próprio nome já descreve como a mecânica funciona. A natureza do método tem origem na sistemática dos jogos que, também com base em estudos têm forte aderência dos participantes.

A ideia de envolver os “jogadores” em situações que exigem decisões rápidas, estratégias bem definidas e espírito de equipe é um dos seus grandes diferenciais.

Com a evolução da tecnologia, a prática tornou-se ainda mais viável e de fácil acesso aos diferentes modelos de trabalho. Por meio de um aplicativo, por exemplo, uma organização tem a possibilidade de conectar todos os seus colaboradores a fim de promover ações de incentivo e engajamento de maneira eficiente.

Muitas companhias adotaram o formato “híbrido”, com parte de seus funcionários em casa e outra parte nos escritórios.

A tendência ao home office – pelos menos em algumas áreas – não vai desaparecer após a pandemia, e as organizações devem se preocupar em manter a coesão dos times, os propósitos organizacionais e o sentimento de pertencer a uma empresa que investe na capacitação e na valorização de seus profissionais.

Assim como nos jogos tradicionais, a gamificação sugere recompensas aos competidores, que vão ao encontro de seus hábitos e estilos de vida. Sobre isso, fica a critério da empresa escolher quais benefícios serão oferecidos. O mais comum é que haja uma pesquisa interna para identificar gostos e opções.

O maior benefício, no entanto, é a visível mudança na postura do quadro profissional, que tende a elevar sua autoestima, seu desempenho, sua criatividade e as suas expectativas de crescimento. Em outras palavras, significa o avanço de várias casas no universo corporativo.