Estudo realizado pelo Instituto Avon em parceria com o Observatório de Oncologia – Panorama da atenção ao câncer de mama no SUS – revelou que os estados de São Paulo e Minas Gerais apresentaram os maiores índices, da região Sudeste, em cobertura mamográfica, com 28% cada um deles.

A média nacional levantada pelo mesmo estudo é de 23%. Esse dado representa a ação de rastreamento do câncer de mama da população alvo, mulheres entre 50 e 69 anos.

No entanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que 70% da população alvo seja rastreada, o que reforça que os estados estão bem abaixo do recomendado.

Esse levantamento foi realizado com base nos registros do Sistema Único de Saúde, de 2015 a 2019, para identificar a população atendida para rastreamento, diagnóstico e tratamento do câncer de mama no SUS.

As informações levantadas podem servir de subsídio para a formulação de políticas de saúde voltadas ao controle do câncer de mama.

Outro dado apresentado pelo estudo refere-se ao estadiamento (processo que determina a localização, a extensão do câncer e o estagio de evolução do câncer presente no corpo de uma pessoa) na confirmação do diagnóstico.

O Estado de Minas Gerais apresentou 41% de diagnósticos tardios e 28% de diagnósticos precoce, enquanto São Paulo obteve 42% de diagnósticos tardios e apenas 28% de diagnósticos precoces.

A média nacional em relação ao estadiamento é de 23% precoce e 47% de diagnóstico tardio. A detecção precoce da doença pode significar mais de 95% de chance de cura e garantir maior qualidade de vida às pacientes.

O tempo médio entre o diagnóstico e o tratamento também foi abordado pelo estudo. De acordo com a base de dados RHC (Registro Hospitalar de Câncer do Instituto Nacional do Câncer) examinados entre 2014 e 2018, o Rio de Janeiro é o estado com maior tempo médio a partir do diagnóstico para início de tratamento chegando a uma média de 138 dias.

São Paulo vem logo em seguida com 81 dias e o Espírito Santo apresenta o melhor cenário, a partir dos dados, com 40 dias para início do tratamento.

Este é um dado bastante relevante se comparado com a média nacional que é de 83 dias para início de tratamento.

Embora a lei dos 60 dias, aprovada em 2012, garanta o direito do paciente oncológico de iniciar o seu tratamento em até 60 dias após o diagnóstico, a pesquisa nos mostra que o acesso universal a este direito não é ainda uma realidade no sistema de saúde brasileiro.

“Este estudo nos revelou um cenário bastante alarmante quanto ao acesso ao diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Ao mesmo tempo, é uma ferramenta importante para o aprimoramento, avaliação e monitoramento das políticas de saúde, visando sempre a melhoria da qualidade da atenção prestada aos pacientes oncológicos, em especial às mulheres com câncer de mama. Uma das medidas primordiais é a ampliação do rastreamento mamográfico, como oportunidade de garantirmos um diagnóstico cada vez mais precoce da doença. Outro caminho é o reforço das campanhas de conscientização, para que cada vez mais mulheres conheçam os riscos, os sinais e o que fazer diante de um diagnóstico positivo. Acreditamos que essas medidas são fundamentais para contribuir para a redução da mortalidade do câncer de mama no país”, explica Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon.

Sobre o Instituto Avon

Há 17 anos, o Instituto Avon se dedica em salvar vidas e é por isso que sempre apoiou e desenvolveu ações que tenham em sua essência a premissa de superar dois dos principais desafios à plena realização da mulher: o combate ao câncer de mama e o enfrentamento das violências contra as mulheres e meninas.

Ano após ano, o trabalho do instituto tem contado com parcerias importantes e a colaboração e dedicação de muitas pessoas e organizações para fazer com que, a cada dia, mais pessoas recebam informações sobre as causas e saibam como agir.

Como braço de investimento social da Avon, empresa privada que investiu mais de 170 milhões em ações sociais voltadas às mulheres no Brasil, o Instituto já apoiou a realização de mais de 350 projetos e ações, beneficiando 5,7 milhões de mulheres.

Câncer de Mama

Há 17 anos, desde a fundação, o instituto desenvolve iniciativas que contribuem com a detecção precoce do câncer de mama.

No total, foram investidos R$ 89.3 milhões para o desenvolvimento de 171 projetos e doação de 50 mamógrafos e 32 aparelhos de ultrassom.

Por meio destas doações, mais de 2.4 milhões de mamografias e 484 mil ultrassonografias de mama foram realizadas e 39.9 mil diagnósticos positivos feitos.

 

Sobre a ABRALE

A Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) foi fundada por pacientes e familiares em 2002, com a missão de oferecer ajuda e mobilizar parceiros para que todas as pessoas com câncer do sangue no Brasil tenham acesso ao melhor tratamento.

A atuação da associação é sustentada por quatro pilares: Apoio ao Paciente, Educação e Informação, Pesquisa e Monitoramento e Políticas Públicas.

Mais informações em www.abrale.org.br.

 

Sobre o movimento ‘ Todos Juntos Contra o Câncer’

O Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC) é um movimento da sociedade brasileira que congrega representantes de diferentes setores voltados ao cuidado do paciente com câncer, como gestores de saúde, entidades médicas, hospitais, profissionais de saúde, pesquisadores, profissionais de imprensa, associações de pacientes e outros, comprometidos com a garantia do direito do paciente ao acesso universal e igualitário à saúde.