Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Ministério da Saúde (2007), “a amamentação, isto é, dar o peito, é a primeira e mais importante ação no combate à fome, às doenças e à desnutrição, e no fortalecimento do vínculo fundamental entre mãe e filho”.

O aleitamento materno exclusivo é considerado a melhor forma de alimentação nos primeiros 6 meses de vida, isso devido a inúmeras vantagens para as mamães e seus filhos.

Embora essa seja uma informação amplamente divulgada, vemos ainda hoje inúmeros relatos de mães que na maioria das vezes, por falta de orientação correta nos serviços de saúde ou até mesmo por comodidade, precocemente incrementam outros alimentos inclusive água para seus bebês antes dos 6 meses, o que não é recomendado.

O aleitamento materno é o único alimento capaz de suprir as necessidades nutricionais do bebê durante os primeiros meses de vida, sendo considerado um importante fator preventivo de mortes infantis, além de contribuir para a prevenção de doenças respiratórias e alergias, reduzindo o risco de doenças como hipertensão e diabetes e uma melhor saúde física, mental e psíquica da criança.

Dessa forma, seus benefícios vão além das necessidades iniciais, repercutindo ao longo de todo o processo de desenvolvimento infantil.

Comentários do tipo “meu leite é fraco” e “só o leite não sustenta” são muito frequentes e não passam de um grande equívoco, o leite materno não é fraco, possui calorias, proteínas, gorduras, nutrientes essenciais e água na dose certa para o crescimento e desenvolvimento da criança.

Por se tratar de um alimento naturalmente “desenvolvido” para essa fase da vida, ele é de fácil digestão, podendo levar o bebê a sentir fome durante diversos momentos ao longo do dia, o que é normal e pode gerar nas mamães a necessidade de maior organização ao longo do dia para prover esse momento tão importante e especial compartilhado entre ela e seu bebê.

O aleitamento materno exclusivo durante os primeiros 6 meses, além de promover a saúde e o desenvolvimento adequado do bebê é também um excelente método anticoncepcional, isso porque, segundo alguns estudos, a ovulação nos primeiros seis meses após o parto está relacionada com o número de mamadas.

Por isso, mulheres que ovulam antes do sexto mês após o parto, em geral tendem a ser aquelas que amamentaram seus bebes menos vezes ao dia; assim, é importante que a mãe esteja amamentando predominantemente e ainda não tenha menstruado.

Além de excelente método anticoncepcional, o aleitamento materno está associado a prevenção de doenças para as mamães como o câncer de mama e diabetes tipo 2, sendo ainda atribuído, segundo alguns pesquisadores, à proteção contra o câncer de ovário, câncer de útero, hipertensão, doenças coronarianas, obesidade, depressão pós-parto entre outras.

O processo de amamentação e aleitamento materno contribui para muitos outros benefícios não listados aqui, como por exemplo, necessidade menor de hospitalizações, medicações e custos financeiros relacionados a compra de mamadeiras etc.

Entre os mais importantes benefícios do aleitamento materno estão também a criação e a transmissão de vínculos de afeto e confiança à criança, sendo para isso necessários não só o comprometimento materno, mas também o apoio, incentivo e envolvimento de toda a família.

Espero ter despertado um pouquinho da sua curiosidade para a importância da amamentação e em especial com relação ao aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses.

Para mais informações sobre o assunto procure orientações dos profissionais de saúde como médicos, nutricionistas e enfermeiros, eles poderão te orientar.