Os cuidados com a saúde muitas vezes são influenciados por conselhos populares que passam de geração em geração. Entre eles, aquele que contraindica a prática de exercício físico logo depois da alimentação.

O dito popular está correto? Realmente a indicação tem fundamento, pois o hábito pode sim, trazer riscos à saúde.

O perigo está relacionado a uma questão fisiológica: o organismo tende a concentrar o sangue nas regiões que mais necessitam esforço. Quando se opta por praticar alguma atividade física, principalmente de alto esforço aeróbico, após uma refeição, aumentam as chances de haver déficit de sangue na musculatura e no coração.

O organismo entende que a digestão é o fator principal, logo depois de nos alimentarmos. Portanto, centraliza o sangue no sistema digestivo. Se há um esforço paralelo e o exercício demanda os músculos e o coração, essas áreas vão sofrer com menos sangue e oxigenação.

Como consequência, são comuns desmaios, vômitos e, nos casos mais graves, até mesmo infartos. Esses efeitos não estão restritos a esportes como corrida ou musculação, mas também a esforços que podem parecer brincadeiras.

As pessoas esquecem que jogar futebol entre amigos, por exemplo, também é um exercício aeróbico. Portanto, é preciso cuidado em qualquer exercício, seja ela com função profissional ou de lazer.

A fim de evitar qualquer problema à saúde, a dica é esperar o período de digestão para então seguir com as atividades físicas.

Para não incorrer em risco deve-se aguardar no mínimo 2 a 3 horas, dependendo do tipo de alimentação. Não é preciso ficar imóvel. Caminhadas podem ocorrer. O que não se deve fazer é praticar exercícios.

Outro ponto a ser destacado é a avaliação sobre o que compôs a refeição. Carboidratos leves não restringem a prática esportiva, por exemplo, enquanto refeições completas como almoço e jantar, sim.