Dia 19 de novembro, é comemorado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. A data, que foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem o objetivo de incentivar e valorizar a entrada das mulheres no mundo dos negócios, estimulando a abertura de novas empresas, impulsionando o crescimento econômico e mudando a realidade de muitas mulheres em diversas regiões do planeta.

As mulheres sempre estiveram em busca de ter mais espaço no mercado de trabalho. De acordo com a última pesquisa divulgada pelo Sebrae, mais de 24 milhões de mulheres empreendem no Brasil, sendo que 44% delas iniciaram seus negócios por necessidade.

Atualmente, 34% das empresas abertas e 48% dos microempreendedores individuais (MEI) existentes no país são delas.

Na próxima quinta-feira, dia 19 de novembro, é comemorado o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino.

A data, que foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), tem o objetivo de incentivar e valorizar a entrada das mulheres no mundo dos negócios, estimulando a abertura de novas empresas, impulsionando o crescimento econômico e mudando a realidade de muitas mulheres em diversas regiões do planeta.

A presença feminina já é uma realidade em espaços que antes eram negados, mas apesar das mulheres estarem presentes em diversos setores, ainda há um longo caminho a ser percorrido.

Historicamente, as mulheres sempre empreenderam por necessidade em áreas ditas femininas e, hoje, todas as áreas são femininas, não existe mais esta divisão.

As mulheres são empreendedoras natas porque sempre buscam soluções para os problemas, além de serem muito intuitivas e inovadoras.

Vemos um avanço em mercados ‘masculinos’, como o financeiro, fintechs, tecnologia (20% são mulheres neste mercado) e muitos outros.

Quando vemos mulheres como a Luiza Trajano, do Magazine Luiza, por exemplo, vemos como elas podem ser protagonistas da sua história e que empreendem, com suas características e vocações, e trazem com isso um grande poder de representatividade.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres ainda recebem 20,5% menos que os homens e dedicam oito horas a mais nos afazeres da casa, mesmo tendo um nível maior de escolaridade.

Se ampliarmos a análise ainda por cor ou raça, observa-se que é feito mais por mulheres negras (39,6%) e pardas (39,3%), do que por brancas (33,5%).

Somente este número já representa fortemente um dos desafios enfrentados pelas mulheres na carreira. No país a jornada feminina é mais sobrecarregada que a dos homens, menos remunerada e pouco reconhecida.

Estudos de transformação social mostram que investir e educar as mulheres e meninas de um país traz um retorno mais alto para o desenvolvimento local do que qualquer outra forma de investimento, também conhecido como The Girl Effect.

Uma vez que se faz necessário ampliar o acesso à educação em todos os níveis, quando falamos de educação empreendedora, a falta também se reflete no quesito de networking, uma vez que as mulheres têm uma probabilidade menor de conhecer pessoas que tenham aberto algum negócio.

Transformando isso em dados, 42% dos homens são mais propícios a conhecerem alguém que tenha começado a empreender nos últimos dois anos, comparado com apenas 27% de mulheres.

 

Empreendedorismo por paixão e vocação

A minha história de empreendedorismo cruza com a de muitas mulheres que tem vocação por empreender no Brasil.

Tendo como exemplo meu pai, entrei de cabeça no mundo dos negócios em 2007, quando montei minha primeira agência de comunicação. Infelizmente o negócio não prosperou, mas não desisti.

Quando era pequena estava com meu pai o tempo todo no trabalho. Ele sempre tinha uma alternativa para qualquer problema. Isso me motivou a buscar sempre soluções, principalmente na minha jornada como empreendedora.

Em 2017 entrei no ramo varejista e fundei, com minha irmã uma marca de acessórios femininos e infantis, presente em 11 canais de vendas online, dentre eles os maiores players do Brasil.

Logo depois, tornei-me embaixadora no Sul do grupo “Mulheres no E-commerce”, que apoia mais de 16 mil mulheres no mercado digital.

No outro ano, em 2018, recebi o diagnóstico tardio de autismo de meu filho mais novo e tive a oportunidade de empreender de outra forma, por propósito, fundando a startup de negócio social Oi Caixinha.

A startup é o primeiro Clube do Brincar especializado em crianças com deficiência do Brasil, com o propósito de conectar pais e crianças atípicas – com autismo e síndrome de Down – por meio do lúdico e do brincar.

Neste ano, com a pandemia ocasionada pela COVID-19 expandi  meus conhecimentos no empreendedorismo e co-fundei o Empreenda Tech, o primeiro Hub de soluções em negócios digitais, oferecendo mentorias e uma trilha de conhecimento para inclusão e transformação digital para micro e pequenas empresas.

Só será possível incentivar outras mulheres a empreenderem se nos unirmos e buscarmos em outras mulheres maior força de representatividade e união.

 

Negócio social muda forma de empreender e impacta socialmente às mulheres

O negócio social não pode ser identificado como uma Organização sem fins lucrativos (ONG), nem Terceiro Setor e nem como um setor da economia tradicional.

Com a startup Oi Caixinha mudei minha visão como empreendedora.

No negócio social o foco já não é mais o lucro e sim faturamento para a sustentabilidade do negócio e, desta forma, impactar mais pessoas com o trabalho realizado.

Quanto mais faturamento eu tenho, mais eu consigo investir em desenvolver atividades, metodologias. Hoje trabalhamos com crianças com autismo e síndrome de Down, mas queremos ampliar para crianças com outros tipos de deficiência.

O único futuro possível é ter negócios mais éticos para ter uma sociedade mais ética e garantir nossa existência aqui no planeta.

Visar impacto e menos lucro para todos e sim mais lucro social. Inclusive voltado à mulheres.