O comércio eletrônico demorou, sofreu ajustes e revezes, mas já podemos falar que ele veio para ficar, com um processo de consolidação que é irreversível. Aos poucos, as pessoas foram entendendo seu funcionamento que começou timidamente no Brasil, mas foi se firmando e conquistando a credibilidade do público consumidor.

Vários foram os fatores que contribuíram para definir essa confiabilidade, como a atenção ao cliente, o cuidado com os prazos e o estabelecimento de uma logística focada na satisfação do cliente.

Além disso, a pandemia contribuiu bastante para que esse processo adquirisse contornos mais definitivos. Pode-se, inclusive, afirmar que a pandemia foi o motor propulsor para a expansão do comércio eletrônico, uma vez que as necessidades de consumo, principalmente de produtos básicos, continuaram existindo, mas as condições de acesso a esses produtos foram limitadas, inicialmente pelo isolamento social e, na sequência, pela necessidade de manter o distanciamento ou até mesmo por um excesso de zelo e de autopreservação. Só que não foi apenas o consumidor que, repentinamente, teve que mudar seus hábitos de compra, passando a utilizar o comércio eletrônico.

As empresas que investiram nesse nicho de mercado também tiveram que repensar suas estratégias, para adequá-las à nova realidade.

O comércio eletrônico não é recente, pode-se dizer que ele já atingiu a maioridade, uma vez que surgiu no início da década de 1990, nos Estados Unidos. A empresa pioneira na implementação dessa estratégia de vendas foi a Amazon.com que, graças a uma visão futurista de mercado, começou a investir no comércio de livros online, viés seguido, em 1995, pela Livraria Cultura, no Brasil.

À medida que se consolidavam nesse novo nicho de mercado, a oferta de produtos foi sendo diversificada e o crescimento dessas empresas permitiu sua expansão, garantindo posições cada vez mais sólidas frente às concorrentes e garantindo o aumento de clientes fidelizados.

Hoje, pode-se comprar tudo via comércio digital, como geladeiras, televisores, eletrodomésticos vários e muitos outros produtos, inclusive comida pronta, tudo com possibilidades de escolha de marca, modelo, cor, voltagem, formas de pagamento, tipo de entrega. E ainda podemos acompanhar o pedido desde a comprovação do pagamento até a chegada em nosso domicílio. Já se pensa, inclusive, na possibilidade de utilização de drones para as entregas.

A China já tem projetos para o setor e, no Brasil, há uma startup, ainda em fase experimental, já há quatro anos no mercado, que estabeleceu parcerias inclusive com a I-food, e se programa para fazer parte do roteiro da entrega (ou todo o roteiro, dependendo do endereço) via drones. Ainda em fase de experiência, certo, mas um projeto viável.

Saímos praticamente das páginas das histórias em quadrinhos dos Jetsons para a vida real. Não é empolgante poder acompanhar essa evolução, fazer parte dela? Olhar para as potencialidades de mercado, analisar as possibilidades e procurar materializar tudo isso?

Atualmente, podemos dizer que as empresas estão se especializando para poderem colocar à disposição do consumidor qualquer produto, como alimentos prontos, serviços e vários outros.

Podemos dizer, também, que a pandemia contribuiu para a aceleração do processo de implantação e consolidação do e-commerce, pois o que era para acontecer alguns anos mais à frente teve que acontecer antes, bem na linha de que “o futuro é agora”!