Durante a rotina diária nas empresas, quantas vezes substituímos o almoço por um lanche rápido, ou utilizamos o período de intervalo da refeição para ir ao banco, resolver pendências domésticas e outros afazeres.

O dia passa e, sem perceber, ficamos 6,7,8 horas sem comer…

Dentre as tantas tarefas dos gestores nas empresas, a alimentação também deve ser fator de atenção por estar diretamente relacionada a questões primordiais do mundo corporativo, como produtividade, absenteísmo, dentre outras.

O estudo realizado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 2015 estima que trabalhadores que se alimentam inadequadamente perdem 20% de produtividade em relação àqueles que mantêm uma alimentação saudável.

Além disso, dados do Ministério da Saúde (2018), demonstram aumento dos índices de obesidade e excesso de peso na população brasileira, tendo este último aumentado 30% entre os anos de 2006 e 2018.

Vivenciamos também o aumento das doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

A má alimentação leva a um ciclo de deterioração do estado de saúde do indivíduo, acarretando em redução de força, da coordenação, diminuição da capacidade de aprendizagem, o que reflete em indivíduos menos capacitados para o trabalho e, consequentemente, ocasionando a perda de produtividade.

Esta má alimentação pode estar relacionada a uma dieta insuficiente, mas também a escolha de alimentos pouco saudáveis.

Muitas vezes vista em segundo plano, ou meramente como uma despesa, a adoção de políticas relacionadas à alimentação do trabalhador  pode se constituir em uma aliada importante para a reversão deste quadro.

 

O que as empresas ganham

Dentre diversos benefícios da adoção de programas de alimentação saudável nas empresas, vale ressaltar:

Redução das faltas por doenças: colaboradores que se alimentam adequadamente adoecem com menor frequência, diminuindo os índices de absenteísmo;

Bem estar físico e mental: diversos nutrientes estão associados a maior disposição e melhora do bem estar físico e mental das pessoas, além de melhora na capacidade de concentração e memória;

Redução dos acidentes de trabalho: alimentação inadequada pode afetar diretamente a concentração e atenção do funcionário na realização das tarefas, podendo ocasionar acidentes de trabalho;

Aumento da produtividade: indivíduos bem alimentados produzem mais e melhor, levando a empresa a ganhos consideráveis de produtividade e qualidade no trabalho.

 

O que as empresas podem fazer

Diversas práticas podem ser adotadas visando a adoção de hábitos de alimentação saudáveis, das quais podemos citar:

Investir em programas e campanhas de conscientização, alertando sobre os riscos inerentes à adoção de hábitos alimentares inadequados;

Facilitar o acesso a condições essenciais para a prática, como bebedouros disponíveis em pontos estratégicos, acesso a restaurantes ou locais que comercializem alimentos saudáveis; oferecer uma estrutura de refeitório para que as pessoas possam levar seus alimentos de casa e mantê-los em condições adequadas até o momento do consumo;

Quando o benefício de alimentação for oferecido aos funcionários, buscar um padrão de refeição compatível ao tipo de atividade exercida, com a oferta de alimentação balanceada adequada, sempre com a supervisão do profissional nutricionista, que é o recomendado para este caso;

Incentivar que o comércio próximo ao local de trabalho ofereça também opções saudáveis de alimentação, evitando produtos considerados pouco saudáveis.