Diante da atual situação de pandemia da COVID-19, com aumento da transmissão do vírus, internações e os governos retrocedendo nas medidas de reabertura, é preciso voltar a atenção para os cuidados com a limpeza e desinfecção de ambientes e superfícies como forma preventiva de amenizar o contágio.

Os fatores que podem causar aumento do risco na transmissão de quaisquer microrganismos, como bactérias, vírus e fungos, estão relacionados aos ambientes, o que abrange não só o espaço físico, mas também as superfícies, ar, objetos e pessoas. Entre as principais causas, de modo geral, estão: falta de atenção para as superfícies que são muito tocadas e fazem parte da rotina das pessoas – o que facilita a contaminação cruzada, o uso de produtos de ação limitada ou de difícil aplicação, pouco conhecimento dos processos de limpeza e desinfecção e também a baixa conscientização sobre cuidados de higiene, como importância lavagem frequente das mãos. Ainda, especificamente nesse momento, o relaxamento nos cuidados em relação a limpeza e a desinfecção das superfícies.

Tratando-se de unidades de assistência à saúde, como Unidades Básicas de Saúde (UBS), Hospitais, Clínicas, Consultórios e outros, entre os principais locais de transmissão estão as superfícies de alto toque, como maçanetas, mesas, cadeiras, telefones, camas, colchão, torneiras, suporte de soro, régua de gases, carrinho de medicação, estetoscópio e telas de equipamentos. Nesses ambientes o cuidado deve ser redobrado, devido ao alto fluxo de pessoas e a presença de microrganismos multirresistentes. Esses locais podem dar origem a infecções ao encontrarem meios favoráveis para sobreviver por longos períodos. Isso ocorre quando os procedimentos de higiene das mãos e de limpeza e desinfecção de superfícies são falhos ou mesmo aplicados de forma incorreta.

Sendo assim, é imprescindível o aperfeiçoamento profissional, o uso de técnicas eficazes, em complemento a utilização de limpadores e desinfetantes com alta tecnologia, que trazem benefícios técnicos, práticos e econômicos, além da agilidade e segurança necessária no combate aos microrganismos.

Vale lembrar que um dos fatores de extrema importância é o comportamento dos profissionais de saúde. Pois todo o processo de higiene deve ser prático, mas, sem perder de forma alguma eficiência nos resultados. É imprescindível que o ambiente seja seguro tanto para os profissionais como também para as pessoas em trânsito em cada unidade.

O profissional da saúde deve dar o exemplo, mas não está sozinho nessa importante missão sanitária. As boas práticas de higiene devem começar dentro de cada casa e, nesse momento, é ideal que sejam intensificadas.

A avaliação das superfícies de alto contato (alto toque) é uma metodologia usada na área hospitalar para classificar e racionalizar os esforços de limpeza e desinfecção de acordo com o risco. Esse raciocínio pode ser facilmente usada na realidade do nosso dia a dia, no ambiente de trabalho ou doméstico, dando atenção para os pontos de contato comuns, que são tocadas frequente por várias pessoas diferentes, como as maçanetas, os telefones, as canetas, as mesas, as cadeiras, as torneiras entre outros, que devem ser limpos e desinfetados com maior frequência e prioridade.

Em função da segunda onda da COVID-19 no País, é necessário que a população esteja atenta às medidas de segurança dentro e fora do lar. Entre as precauções que a população deve adotar, além da limpeza do ambiente, estão o cuidado pessoal de higiene e de interação com outras pessoas, como lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilização de álcool em gel a 70%, não compartilhar objetos de uso pessoal, evitar tocar as mucosas dos olhos, nariz e boca, proteger a boca e o nariz com um lenço de papel ou com o braço ao tossir ou espirrar, evitar locais fechados sem circulação de ar e contato próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença.